Foto: Reprodução/Antonio Cruz/Agência Brasil
Brasília, DF – O ex-ministro Sergio Moro (Podemos) afirmou nessa quinta-feira (27) à Rádio CBN, que se sente muito orgulhoso em ter “desembarcado” do governo do presidente Jair Bolsonaro (PL). Moro ocupou o Ministério da Justiça e Segurança Pública, mas saiu após conflitos com o próprio presidente.
“Quando o projeto foi sabotado pelo atual presidente da República, porque ele temia avanços de investigações sobre coisas erradas feitas por ele e pela família dele, isso enfraqueceu o combate à corrupção”, afirmou.
O ex-juiz ainda comentou que a participação no atual governo tinha como objetivo consolidar os avanços contra a corrupção e “honrar” as expectativas criadas na condução da Operação Lava Jato. “Eu permaneci no governo enquanto pude, lutando por essa pauta, até que o presidente me atropelou e trocou o diretor da Polícia Federal”, explicou.
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Ex-aliado de Bolsonaro, Moro tem feito diversas críticas ao governo federal, mas também não poupa o ex-presidente Lula (PT). Até mesmo os programas sociais dos adversários políticos tem sido atacado por ele, o que o ex-juiz classificou como “exploração política da pobreza”.
“Queremos fazer algo diferente. A gente não pode explorar politicamente a pobreza das pessoas com programas de auxílio ou transferência de renda. O que a gente vê neste governo, e no de antes, é a exploração da pobreza do povo para fins eleitorais”, disparou.
Na terceira colocação e distante dos primeiros colocados nas pesquisas de intenção de voto, Moro tenta decolar na campanha, mas se tornou alvo de ataques por conta dos serviços prestados ao escritório Alvarez & Marsal após deixar o Ministério da Justiça. Ele prometeu divulgar os valores que recebeu da empresa nesta sexta-feira (28).
(*) Com informações do Correio Braziliense






