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Manaus, AM – A Câmara dos Deputados votou o projeto de lei das fake news nessa semana, mas a posição de alguns deputados federais amazonenses não agradou o empresário Luciano Hang. Dos oito deputados do Amazonas, cinco votaram a favor da urgência para a tramitação do projeto. Agora, os parlamentares estão sendo acusados pelo bolsonarista de impor censura às redes sociais.
Os deputados que votaram a favor foram Átila Lins (PSD), Bosco Saraiva (Solidariedade), José Ricardo (PT), Marcelo Ramos (PSD) e Sidney Leite (PSD), estão sendo alvos de ataques do dono das lojas Havan. Apesar da maioria dos parlamentares amazonenses votarem a favor, o projeto não foi aprovado, pois precisava de 257 votos para dar continuidade, e recebeu apenas 249 votos a favor e 207 contrários.
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Já os deputados que votaram contra o projeto foram o Delegado Pablo (União) e Silas Câmara (Republicanos), que são apoiadores do presidente Jair Bolsonaro (PL). O deputado Capitão Alberto Neto (PL) não esteve presente na votação.
Críticas
Após o resultado da votação, o empresário bolsonarista Luciano Hang mandou um recado para os eleitores amazonenses, e pediu para que a população não vote nos cinco deputados que votaram a favor do projeto de urgência.
“Deputados federais do Amazonas que tentaram impor a censura nas redes sociais e punir os internautas”, diz a postagem do empresário. Ele ainda afirmou que os parlamentarem precisam da ‘demissão’ em outubro nas urnas.

“Olhem aí povo do Amazonas os deputados federais que querem acabar com a liberdade de expressão. Hoje ainda vou passar nome de todos. Demissão em outubro nas urnas”, escreveu.
O que é o projeto?
O projeto de lei das fake news que entrou em votação de urgência na Câmara tem como objetivo impedir propagação de notícias falsas nas redes sociais. Além disso, o projeto pretende regulamentar a atuação das big techs no Brasil e exigir que as plataformas tenham representação legal em solo brasileiro.
O projeto em si busca aperfeiçoar a legislação brasileira referente à liberdade, à responsabilidade e à transparência na internet. Vale destacar que o presidente Bolsonaro e os seus apoiadores são contra o projeto, uma vez que alegam que a liberdade de expressão estaria em risco.





