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Manaus (AM) – David Almeida Manaus (Avante) decidiu investir mais alguns milhões do dinheiro público em uma obra que levará o nome de sua família para espaços públicos em Manaus e que nasce sob muitas dúvidas quanto à execução e necessidade. O Parque Encontro das Águas vai receber o nome da falecida mãe do gestor, Rosa Almeida, e está sob responsabilidade do escritório do famoso Oscar Niemeyer, que assinou o projeto há mais de dez anos. A obra herdada da gestão do ex-prefeito Serafim Corrêa custou, à época, R$ 600 mil e estava “engavetada” desde 2006.
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O AM1 falou com o diretor de Planejamento do Implurb, Pedro Paulo Cordeiro, o qual afirmou não ter o cálculo de quanto custará aos cofres públicos o projeto e execução do Parque Encontro das Águas, nova menina dos olhos da cidade, que quando chove, fica alagada, mas que preferiu investir muito dinheiro em um mirante com vista para o encontro das águas dos rios Negro e Solimões. Só do governo estadual, David pediu R$ 70 milhões.
Veja o anúncio do prefeito:

Segundo Cordeiro, o novo projeto está em tratativas, e até o final do mês de junho, o representante do escritório Oscar Niemeyer deverá passar os valores à Prefeitura de Manaus. O projeto original foi modificado, na verdade, ampliado, com a inclusão de restaurantes, estacionamento e evidentemente mais gastos para realizar o que o prefeito chama de “sonho.”
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Projeto
O projeto do Memorial Encontro das Águas custou cerca de R$ 600 mil, segundo o ex-prefeito Serafim Corrêa, mas não chegou a sair do papel. Consistia em um conjunto arquitetônico no topo de uma encosta denominado Mirante da Embratel, considerada a melhor vista da cidade para o encontro das águas dos rios Negro e Solimões.

A parte superior do mirante é composta por um grande pavilhão, em forma de oca, destinado à exposição de espécies aquáticas da região amazônica, denominado “Memorial das Águas”, e no pavimento subsolo está projetado um mirante-restaurante, incrustado na rocha a uma altura de 40 metros, com vista panorâmica para o encontro das águas, que será totalmente readequado, inclusive com acessibilidade.

O responsável técnico do escritório de Niemeyer, Jair Valera, está alinhando os últimos detalhes do local diretamente com o prefeito David e a equipe do Instituto Municipal de Planejamento Urbano (Implurb), porém, sem falar de valores, para a obra que terá 120 mil metros quadrados, mas grande parte é de proteção permanente por causa da declividade acentuada do terreno, acima de 30 graus, com encostas.
O ex-prefeito e atual deputado estadual, Serafim Corrêa, disse ao Portal AM1 que a ideia do parque surgiu em 2006, quando desejou transformar a ‘Ponta das Lajes’, também conhecida como ‘Ponta Branca’, situada no Colônia Antônio Aleixo, na Zona Leste de Manaus, em um ponto turístico, um mirante projetado pelo arquiteto Oscar Niemeyer, para o Memorial Encontro das Águas. Mas por conta de não receber repasses do governo federal, não conseguiu executar os projetos para área.
“Muito feliz. Vai ser o segundo ponto turístico de Manaus. O nosso turismo, a nossa cidade, e em especial a Zona Leste, todos vão ganhar. Em 2006, o valor do projeto foi de R$ 600 mil”, frisou o deputado Serafim Corrêa, pai do vereador Marcelo Serafim (Avante), líder de David Almeida na CMM.

Agora, novamente, David resolve investir no negócio, às cegas, já que não tem noção de quanto custará o novo projeto, de acordo com o próprio Implurb. Até o momento, um único recurso foi anunciado para custear a obra; governo estadual deve liberar R$ 70 milhões só para a iniciativa do prefeito.
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Parque
Distribuído em uma área total de mais de 120 mil metros quadrados, com encostas e grande declividade, o parque Rosa Almeida – Encontro das Águas tem vista do cartão postal natural onde percorrem os rios Negro e Solimões, na zona leste. Nele, estão os elementos do projeto original de Oscar Niemeyer, que receberá, também um mirante, centro de artes, museu, restaurante e outros elementos urbanos.
O arquiteto Niemeyer desenhou uma estrutura em concreto armado, na sua assinatura de reinterpretação de materiais modernos e volumes puros, na relação arte-arquitetura. Para o parque, há o contraste geométrico entre formas arquitetônicas orgânicas – a representação dos rios – com a natureza exuberante.
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“Niemeyer projetou um monumento, que vamos conectar ao ecossistema aquático. É uma oca estilizada em concreto armado, com 30 metros de diâmetros e uma lâmina em cima, com cerca de 17 metros de altura, representando os rios Negro e Solimões. A outra parte é um restaurante, também dando curva ao concreto”, disse o presidente do Implurb, engenheiro Carlos Valente.
Outro homenageado com a obra será o próprio projetista, o arquiteto Oscar Niemeyer, que faleceu em 2012. Para o diretor-executivo do escritório, Jair Valera, o parque eterniza ainda mais o nome do artista.
“Esse projeto foi pensado pelo Oscar e, com essa retomada, será também uma homenagem a ele, que adorava esse projeto e será uma grande honra participar. É um projeto muito grande e tenho certeza de que receberá muitos visitantes. É um local especial, único mundialmente, onde podemos contemplar um espetáculo da natureza”, finalizou o responsável técnico.





