Senador Plínio Valério (PSDB-AM) (Foto: Divulgação / Assessoria)
Brasília (DF) – Firme no seu papel de oposição ao governo federal, após quase cinco anos de insistência na instalação da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) das ONGs (Organizações Não Governamentais), o autor da proposta, o senador Plínio Valério (PSDB), comemorou o adiantamento dos trabalhos da Comissão, prevista para iniciar nesta quarta-feira (14), às 14h30.
Plínio é o mais cotado para assumir a vaga de presidente na Mesa, e caso eleito, irá decidir o relator.
O objetivo da CPI é investigar o repasse de recursos públicos federais a estrangeiros e para organizações não governamentais. Plínio diz que quer abrir a “caixa-preta” das ONGs.
Em vídeo postado nas suas redes sociais, o senador afirma que sabe o que está por trás dessas organizações, mas que precisa oficializar as suas suposições e auditar essas ONGs pelo fato “do mal que elas causam”.
“Por que que elas recebem dinheiro? De quem recebe esse dinheiro? Para quê? E o que fazem com esse dinheiro? ”, questionou Plínio.
Apesar da fala à Agência Senado, o senador destaca apenas querer investigar o dinheiro repassado às organizações.
“Não é para demonizar ONGs, muito menos é uma CPI contra governo, mas uma CPI para investigar o que esses espertos fazem com o dinheiro que arrecadam em nome da Amazônia”, disse.
O líder do governo no congresso, Randolfe Rodrigues (Rede-AP), já havia comentado que o Palácio do Planalto era contrário à CPI, mas caso fosse instalada, estaria presente.
Em uma lista divulgada pelo Poder360, as assinaturas favoráveis à instalação da CPI das ONGs na Amazônia não contavam com os nomes dos senadores amazonenses Eduardo Braga (MDB) e Omar Aziz (PSD).
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