Manaus, 7 de julho de 2026
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Cenário

‘Enfraquecer a Zona Franca de Manaus é queimar a floresta’,

Governador enfatizou sobre o Polo Industrial de Manaus e ressaltou que não há outra fonte de renda empregadora no estado como a ZFM.

O governador realizou a abertura da Consad e deu algumas declarações (Foto: Del Lima/Portal AM1)

O governador realizou a abertura da Consad e deu algumas declarações (Foto: Del Lima/Portal AM1)

Manaus (AM) – O governador do Amazonas, Wilson Lima (UB), falou nesta quinta-feira (15) sobre a reforma tributária e o possível impacto que ela trará ao Polo Industrial de Manaus (PIM), caso não seja respeitado o modelo econômico da região. Na ocasião, o chefe do Executivo estadual afirmou que “enfraquecer o modelo Zona Franca de Manaus é queimar a floresta”.

A fala foi dita durante a abertura do evento do Conselho Nacional de Secretários de Estado da Administração (Consad), que reuniu representantes do governo federal e de outros estados, na manhã de hoje, no Centro de Convenções do Amazonas (CCA) Vasco Vasques.

O Consad é um evento voltado às discussões de pautas voltadas para a gestão pública (Foto: Del Lima/ Portal AM1)

 

“Há uma preocupação nossa em que se cumpra definitivamente o que está sendo pregado, que é fazer uma reforma tributária tratando de forma igual, os iguais; e de forma diferente, os que são diferentes. A situação do Amazonas, por exemplo, é diferente do estado de São Paulo, onde tem energia segura e internet de qualidade”, frisou o governador.

Wilson também adiantou que essa será uma pauta que ele levará para o encontro de governadores da Amazônia, que acontece, nesta quinta-feira e sexta-feira, em Cuiabá. Para que, de fato, o Amazonas seja ouvido e participe do processo de construção [da reforma tributária], conforme o governador.

O chefe do Executivo estadual ainda lembrou que a ZFM representa 70% da economia do estado. Se ela acabar, o Amazonas torna-se uma “terra arrasada”.

“Enfraquecer o modelo da Zona Franca de Manaus é queimar a floresta. Por que para onde vão as pessoas? Elas vão viver de quê? Qual é a outra fonte empregadora além da ZFM? E aí, no momento em que o cidadão estiver desempregado, ele vai para floresta, vai derrubar uma árvore, vai enveredar por outras atividades de exploração da floresta que possam garantir o sustento da família dele”, indagou Lima.

Por isso, de acordo com Wilson, é preciso que o governo federal e o Congresso Nacional levem em consideração esse detalhe no momento de fazer a reforma tributária.

“Não podemos fazer uma reforma tributária que aumente esse abismo regional entre sul e sudeste, norte e nordeste. Aqui, nós temos uma condição diferenciada e isso precisa ser levada em consideração”, destacou.

Crítica

Na ocasião, o governador ainda fez críticas às legislações ambientais do Amazonas, que, conforme ele, acabam impedindo que se criem outras alternativas econômicas no estado.

“O Amazonas tem a legislação mais pesada do planeta, e em nenhum lugar do mundo se tem tanta exigência para poder tocar um empreendimento”, disse.

O político destacou que os mais interessados em preservar a Amazônia são os próprios moradores que vivem aqui. Para ele, não adianta criar discursos de preservação da Amazônia sem conhecê-la.

“Não se pode criar um discurso de preservação da Amazônia e colocar a população de joelhos. Se isso continuar acontecendo vai chegar um momento em que o estado será formado por pedintes porque a gente não vai ter mais o que fazer aqui e não haverá nenhuma outra fonte de renda, geração emprego e oportunidades para as pessoas”, finalizou.

Por fim, Wilson afirma que há uma pressão das regiões Sul e Sudeste para dar benefícios a quem tem mais condições melhores de competitividade que a Amazônia. De outro lado, existe a pressão ambiental que não permite que o Amazonas desenvolva outras atividades econômicas.

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