Manaus, 7 de julho de 2026
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Manaus, 7 de julho de 2026

Cidades

Duas pessoas são presas em operação da PF por desvio de dinheiro público no AM

Polícia Federal apura fraude à licitação em contratos firmados pela Prefeitura do Município de Rio Preto da Eva.

(Foto: Divulgação PF-AM)

Manaus (AM) – A Polícia Federal prendeu em flagrante duas pessoas, nesta quinta-feira (28), durante operação para investigar supostos crimes de desvios de dinheiro público e fraude à licitação em contratos firmados pela Prefeitura do Município de Rio Preto da Eva.

A Operação “Emergência 192” é relacionada à compra de medicamentos hospitalares e uma ambulância, no ano de 2020. Os policiais cumprem cinco mandados de busca e apreensão em locais estratégicos identificados durante as investigações.

A investigação se iniciou a partir de denúncia que inicialmente questionava a eficácia terapêutica dos medicamentos adquiridos por meio de dispensa de licitação. Adicionalmente, a denúncia levantou suspeitas sobre a idoneidade da empresa contratada, uma vez que sua atividade principal não está relacionada ao setor hospitalar, mas sim ao comércio varejista de materiais de construção.

Durante as investigações, foram apontados indícios de conluio, visto que as propostas apresentadas pelas empresas nas licitações continham similaridades textuais e erros ortográficos idênticos, o que sugere um acordo prévio para manipular o resultado dos processos licitatórios.

Verificou-se que os sócios das empresas concorrentes mantêm relações pessoais e de confiança entre si, incluindo relações afetivas e procurações outorgadas. Essas relações indicam a possível falta de competitividade e isenção nos processos licitatórios.

Bem como, os sócios das empresas investigadas foram, em algum momento, assessores comissionados da Prefeitura de Rio Preto da Eva e possuem vínculos políticos e pessoais com outros sócios das empresas sob investigação.

A análise dos dados financeiros revelou saques fracionados e transferências suspeitas nas contas bancárias das empresas envolvidas, imediatamente após os pagamentos efetuados pela prefeitura.

Somadas, as penas dos crimes de fraude à licitação, peculato (desvio de recursos públicos) e associação criminosa podem ultrapassar 19 anos de reclusão. Apreensões de cinco armas de fogo, munições, documentos, aparelhos eletrônicos e artigos de luxo.

(*) Com informações da assessoria.

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