(Fotos: Antônio Cruz/Agência Brasil/ Alberto César Araújo/Amazônia Real/Jefferson Rudy/Agência Senado)
Brasília (DF) – Após audiência da ministra do Meio Ambiente e Mudança do Clima, Marina Silva, no Senado Federal, o senador amazonense Plínio Valério (PSDB) afirmou ao Portal AM1 que o posicionamento da ministra está voltado para o favorecimento das Organizações-Não Governamentais (ONGs).
“As decisões, nesse caso, não são técnicas, são favoráveis às ONGs e a Marina trabalha para elas, como uma marionete. São obstáculos criados para dificultar o processo: inventam estudos, impõem exigências e fazem cobranças, tudo com o intuito de atrasar o asfaltamento da BR-319, nos mantendo isolados.”
Nessa quarta-feira (4), Marina Silva participou da Comissão de Meio Ambiente presidida pela senadora Leila Barros (PDT-DF) e pontuou em coletiva de imprensa que a liberação para a continuação das obras na BR-319 não depende do ministério e sim de “um parecer técnico”.
Para Valério, a fala da ministra mostra um posicionamento voltado para as ONGs que prejudicam o asfaltamento da rodovia e isolam a Amazônia.
“Essa declaração, por si só, revela sua posição contrária à BR-319 e alinhada aos interesses de ONGs internacionais, que visam manter a Amazônia isolada. Vale lembrar que a própria Marina Silva é conselheira honorária de uma ONG investigada pela CPI das ONGs, e existem observatórios que recebem recursos estrangeiros para atuar contra o asfaltamento da rodovia”, disse o parlamentar ao Portal AM1.
A ONG citada por Plínio é o Instituto de Pesquisa Ambiental da Amazônia (IPAM), investigado em 2023 pela Comissão Parlamentar de Inquérito das ONGs sobre a movimentação dos valores recebidos. Na época, quando questionada, a ministra se exaltou e destacou que o cargo na instituição não gera responsabilidade ou influência.
“Conselheira honorária, o que não gera nenhum tipo de responsabilização ou de influência em relação à instituição. E mais ainda, não aprovei nenhum projeto porque eu não estava mais no poder público,” disse a ministra em 2023.
Segundo o relatório do Tribunal de Contas da União (TCU) apresentado pelo senador durante a CPI, em 2022 o IPAM recebeu um montante de R$ 35,9 milhões. Deste valor, R$ 18,2 milhões foram destinados à folha de pagamento dos funcionários da ONG.
Marina x BR-319
Durante a audiência desta quarta-feira (4) a ministra destacou que durante 15 anos ficou longe do governo e a licença para continuação das obras na BR-319 saiu apenas no último ano do governo Bolsonaro, e ainda, de forma irregular.
“Vamos fazer uma avaliação estratégica da BR-319, mesmo com essa licença frajuta que foi dada no governo anterior, que foi agora cassada pela Justiça porque não considerou a opinião dos técnicos”, disse Marina.
A avaliação citada pela ministra seria feita em conjunto com o Ministério dos Transportes, comandado por Renan Filho.
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