Manaus, 27 de julho de 2026
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Manaus, 27 de julho de 2026

Cenário

Parlamentar critica ineficiência federal na reconstrução de pontes no Amazonas

“Nós temos dito que há uma incompetência do governo federal”, disparou Comandante Dan.

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Pontes sobre o rio Curuçá desaba, deixa 5 cinco mortos e 14 feridos (Foto: Divulgação)

Manaus (AM) – O deputado estadual Comandante Dan (Podemos) qualificou como “ineficiência do governo federal” a demora na reconstrução das duas pontes que desabaram em 2022 no interior do Amazonas. Ao Portal AM1, o parlamentar disse acreditar que o governo federal não tem sido eficiente em atender as necessidades do estado do Amazonas.

“Temos afirmado que há uma incompetência do governo federal. Estamos completando dois anos desde que a ponte sobre o rio Curuçá ruiu, e logo completaremos dois anos desde a queda da ponte sobre o rio Autaz Mirim, sem que nenhuma delas tenha sido reconstruída. Isso causa um grande dano à sociedade. O custo de vida aumenta, e há prejuízos para a educação, saúde e a qualidade de vida do povo do estado do Amazonas”, criticou o deputado estadual.

Quando questionado pelo Portal AM1 sobre as ações que tomou como parlamentar para engajar e dar visibilidade à causa, o deputado explicou que foram realizadas audiências públicas, incluindo a oportunidade para o Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (Dnit) se manifestar sobre a reconstrução das pontes.

O parlamentar alegou que houve tratativas com o Ministério Público Federal para acionar os órgãos responsáveis, sendo tramitados documentos endereçados ao governo federal, envolvendo o Ministério dos Transportes e o Ministério do Meio Ambiente.

“O último documento que tramitamos foi uma sugestão para que seja firmado um pacto federativo, envolvendo o governo federal, os governos do Amazonas, de Roraima e de Rondônia, além das prefeituras dos municípios ao longo da BR. A proposta é que todos firmem esse pacto federativo, um acordo de cooperação, similar ao modelo da Força Nacional, para garantir o comprometimento de todos na pavimentação da BR e na preservação do meio ambiente. Acredito que essa é a solução”, pontuou o deputado.

Moradores

O amazonense morador do município de Autazes, interior do Amazonas, Carlos Garcia, explica que a queda da ponta sobre o rio Curuçá afetou a dinâmica econômica da região. Isso porque, conforme Carlos, essa estrada garantia o escoamento e a renda aos produtores rurais da região.

“Quando essas pontes caíram, primeiramente foi uma, e logo depois a outra também desmoronou. Houve um grande impacto econômico, porque essa estrada gera uma renda significativa para os produtores rurais. Desde a queda da primeira ponte, houve um longo período — não lembro a quantidade exata de dias –, mas foi bastante tempo […] as pessoas não conseguiam fazer o trajeto de ônibus até Manaus. Elas precisavam atravessar de lancha, o que afetou diretamente quem depende do transporte público”, reclamou Garcia.

Atualmente, as travessias nas regiões onde houve os desmoronamentos continuam sendo realizadas por balsas, mesmo após movimentação do Dnit na intencionalidade de reconstruí-las.

Carlos Garcia relata, ainda, que os motoristas de carretas e caminhões, por sua vez, acabam sendo diretamente afetados nesse novo trajeto, visto que as balsas responsáveis pela travessia só podem levar três carretas por vez.

“Tudo isso gera um impacto na travessia, causando atrasos. Durante o período de seca, as balsas precisam reduzir a capacidade ainda mais. Pela manhã, quando o fluxo é maior, há congestionamento tanto para quem está indo, quanto para quem está voltando, pois é necessário esperar a vez, e isso demora para que o trânsito volte a fluir normalmente. Outra questão é o impacto no comércio, já que só comporta as carretas, e está até difícil para ir em Manaus. Não tem como, só há três vagas por balsa no trajeto entre Careiro e Manaus”, relatou Carlos.

 

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