Manaus, 7 de julho de 2026
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Cenário

‘Eu não quero dinheiro’, diz Wilson Lima após reunião com governo federal

Em contra partida o senador Omar Aziz (PSD) afirmou nas redes sociais que os R$ 514 milhões estipulados pelo governo federal 'é muito pouco'.

(Foto: Antônio Mendes/Portal Am1)

Brasília (DF) – Nesta quinta-feira (19), o governador do Amazonas, Wilson Lima (União), participou de uma reunião no Palácio do Planalto com os ministros Rui Costa, Waldez Goes e Marina Silva para discutir as questões climáticas que assolam os estados da Amazônia Legal. A proposta do governo federal para os estados é a ampliação da sala de situação com ministros do governo Lula, governadores e prefeitos.

Questionado sobre as medidas pontuadas pelo governo federal para auxiliar o governo do Amazonas com os incêndios e a estiagem, o governador destacou que” não quer dinheiro” e que é necessária uma ação para as questões emergenciais.

“O que o governo federal puder nos ajudar, e eu não quero dinheiro não, eu quero que faça a entrega das cestas básicas, nós já montamos 600 microssistemas de abastecimento de água, nós temos aproximadamente cinco mil comunidades no estado do Amazonas, então se a gente puder avançar e chegar a mil comunidades com microssistemas de abastecimento de água e com mil comunidades polo, isso já ameniza e muito o nosso problema”, frisou Lima.

Recursos federais

Nesta semana, o governo federal anunciou o crédito extraordinário de R$ 514 milhões para que os estados que compõe a Amazônia Legal combatam as queimadas e a seca. Para parte do grupo que participou da reunião, o valor não é suficiente para resolver as questões climáticas.

Para Wilson lima é visível que o recurso não supre a necessidade dos estados.”É comum aos estados e todo mundo sabe que este valor não é suficiente, nós temos uma demanda muito grande e houve uma sinalização de que há possibilidade de aumentar estes recursos,” pontuou.

Ele destacou à imprensa que é preciso focar no aumento do efetivo dos brigadistas, ampliando a montagem de microssistemas de abastecimento de água no estado.

“Nós precisamos aumentar cada vez mais o efetivo de brigadistas no combate a incêndios,  agora este é um problema que vai se repetir no ano que vem por isso nós precisamos  nos antecipar no sentido de montar estruturas de cidades que possam ser resilientes aos impactos das mudanças climáticas e dentre as estruturas aqui eu reputo de maior importância e maior urgência é a montagem de microssistemas de abastecimento de água nas comunidades,” disse o governador.

Enquanto o governador do Amazonas “não quer dinheiro”, o senador Omar Aziz (PSD) criticou o crédito extraordinário de R$514 milhões anunciado pelo governo federal na última terça-feira (17) para o combate as queimadas e a seca na Amazônia Legal.

Aziz afirmou em suas redes sociais que o valor estipulado pelo governo “é muito pouco”, comparado aos recursos enviados ao Rio Grande do Sul durante as enchentes que devastaram o estado. Em vídeo, o senador pontuou que o estado recebeu o equivalente à R$ 89 bilhões em medidas provisórias.

“Não existe brasileiro de segunda classe. Apoiei a destinação de R$ 89 bilhões ao Rio Grande do Sul e defendo que todos OS brasileiros, sejam de onde for, tenham direito a receber ajuda do governo federal num momento de crise como este que atravessa Norte, Nordeste e Centro-Oeste.”

Reforçou

Além do governador amazonense, discutiram o assunto com os ministros os governadores do Mato Grosso, Distrito Federal, Acre e Goiás. O governador de Goiás, Ronaldo Caiado afirmou que o governo federal não deu conta de resolver o problema do Rio Grande do Sul e da mesma forma não irá resolver a questão das queimadas que assolam o país.

“Achar que Brasília vai poder decidir o que vai fazer em cada estado, […] não deu conta de resolver [problema] do Rio Grande do Sul, não vai dar conta de resolver as queimadas”.

Segundo Helder Barbalho, governador do Pará, o governo federal deve editar outras medidas provisórias para suprir a necessidade dos estados.

“Que haja a junção de esforços e de estratégias para fazer o enfrentamento aos focos de queimada, há um reconhecimento da gravidade da situação seja pela intensidade nos níveis nunca antes vistos de focos de queimadas, que se associam, também, à condição climática e com a projeção que ainda teremos mais dois meses que alertam a gravidade se intensificar”, disse.

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