Manaus, 7 de julho de 2026
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Manaus, 7 de julho de 2026

Política

Bolsonaro anuncia filósofo colombiano para Educação

A escolha de Rodríguez contou com o respaldo do escritor Olavo de Carvalho publicou nas redes sociais que era o colombiano quem deveria assumir a Educação

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O presidente eleito, Jair Bolsonaro (PSL), anunciou o colombiano naturalizado brasileiro Ricardo Vélez Rodriguez como ministro da Educação do futuro governo. O anúncio foi feito por ele pelas redes sociais.

“Gostaria de comunicar a todos a indicação de Ricardo Vélez Rodríguez, filósofo autor de mais de 30 obras, atualmente professor emérito da Escola de Comando e Estado Maior do Exército, para o cargo de ministro da Educação”, disse Bolsonaro.

“Vélez é professor de filosofia, mestre em pensamento brasileiro pela Pontifícia Universidade Católica (PUC) do Rio de Janeiro, doutor em pensamento luso-brasileiro pela Universidade Gama Filho, pós-doutor pelo Centro de Pesquisas Políticas Raymond Aron, Paris, com ampla experiência docente e gestora”, afirmou o presidente eleito.

 

Bolsonaro anunciou Ricardo Velez como Ministro da Educação no seu governo a partir de 2019 – (Foto: Reprodução)

Rodriguez foi chamado às pressas de Juiz de Fora (MG) para conversar com Bolsonaro após reação de evangélicos ao vazamento, na quarta (21), de que Mozart Ramos, diretor do Instituto Ayrton Senna, havia aceitado convite de Bolsonaro.

Durante o dia, Bolsonaro afirmou que o procurador Guilherme Schelb era um dos cotados para a vaga. Eles chegaram a se reunir na Granja do Torto nesta quinta, criando expectativa de que seria anunciado.

Indicado como ministro da Educação, Rodríguez é formado em filosofia pela Universidade Pontifícia Javeriana e em teologia pelo Seminário Conciliar de Bogotá. Hoje é professor associado da Universidade Federal de Juiz de Fora (MG).

Nascido em 1943, ele é autor de livros como “A Grande Mentira – Lula e o Patrimonialismo Petista” (Vide Editorial). A sinopse do título diz: “O PT conseguiu potencializar as raízes da violência, que já estavam presentes na formação patrimonialista do nosso Estado e que se reforçaram com o narcotráfico, mediante a disseminação ao longo dos últimos treze anos, de uma perniciosa ideologia que já vinha inspirando a ação política do Partido dos Trabalhadores: a ‘revolução cultural gramsciana'”.

A escolha de Rodríguez contou com o respaldo do escritor Olavo de Carvalho que, em outubro, publicou nas redes sociais que era o colombiano quem deveria assumir a Educação. Ele também é apoiado pelos filhos políticos do eleito, em especial do deputado Eduardo Bolsonaro (PSL-SP), que acompanhou a conversa.

O anúncio agradou integrantes da bancada evangélica, para os quais o novo ministro tem um perfil não associado à esquerda. “É um excelente nome. A expectativa é de que ele coloque a educação brasileira nos trilhos e que dê prioridade ao direito constitucional da família de educar”, disse o deputado federal Sóstenes Cavalcante (DEM-RJ), para quem o colombiano impedirá que “a esquerda continue manipulando a educação”.

O futuro ministro foi recebido na tarde desta quinta por Bolsonaro, na Granja do Torto. Esta foi a primeira vez que eles se encontraram. O general Augusto Heleno, que chefiará o GSI (Gabinete de Segurança Institucional), também estava presente.

O nome do professor já estava cotado para assumir o ministério desde a campanha. Ele foi procurado por assessores de Bolsonaro na tarde de quarta, depois que a bancada evangélica vetou o nome de Mozart.

Nos bastidores do governo de transição, o nome de Rodriguez já era visto como favorito, mas Bolsonaro também procurou Schelb para fazer um aceno à bancada evangélica, que o apoiou durante a campanha e se sentiu desprestigiada com as indicações ministeriais. O procurador era ainda defendido pelo pastor Silas Malafaia, amigo do eleito.

A decisão saiu no início da noite, quando o presidente eleito já se preparava para sair de casa para ir ao casamento de seu futuro chefe da Casa Civil, Onyx Lorenzoni.

(*) Com informações da Folhapress