Manaus, 7 de julho de 2026
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Manaus, 7 de julho de 2026

Cenário

Caio André pode ganhar prêmio de consolação após ser derrotado nas urnas

Presidente da CMM não conseguiu se reeleger, mas pode ter uma segunda chance ao assumir como suplente ou ganhar a titularidade em alguma secretaria no governo de Wilson Lima.

vereador Caio André

(Foto: Divulgação/CMM)

Manaus (AM) – Neste domingo (6) os manauaras foram às urnas para escolher os novos vereadores, e, apesar de 30 dos 41 parlamentares terem mantido seus mandatos, o fato de o atual presidente da Câmara Municipal de Manaus (CMM), Caio André, não ter sido reeleito chamou atenção. A partir de agora, comenta-se nos bastidores sobre o seu futuro na vida pública, já que ele não fará parte da conjuntura que começará em janeiro de 2025.

Contudo, em um cenário hipotético, o governador Wilson Lima, líder do União Brasil no Amazonas, pode “dar um prêmio de consolação” a Caio André, colocando-o em uma de suas secretarias — como a de esportes, por exemplo, assim como fez com Therezinha Ruiz, que conseguiu uma secretaria dentro da Seduc após também ser derrotada nas urnas.

Outro cenário provável seria o governador fazer o contrário, chamar um dos nomes eleitos para assumir uma secretaria no seu governo, fazendo com que a vaga deste na CMM seja preenchida por Caio André. Assim o seu aliado não ficaria fora do Parlamento municipal.

Experiente

Caio André tem ampla experiência no setor esportivo, acumulando mais de 10 anos de vida pública dedicados ao desenvolvimento do esporte em Manaus e no Amazonas. Ele iniciou sua trajetória como gerente de esportes na Secretaria Municipal de Esportes em 2009, na gestão de Amazonino Mendes (in memoriam). A partir daí, ocupou uma série de cargos que lhe deram entendimento das políticas esportivas e da gestão pública.

Em 2019, ele assumiu o cargo de diretor-presidente da Fundação Amazonas de Alto Rendimento (FAAR), onde consolidou ainda mais sua experiência, o que o levou a ser eleito vereador em 2020. Será que ele retornará a uma dessas pastas? Ainda não há uma resposta clara, mas, considerando o cenário político atual, essa possibilidade não pode ser descartada.

Durante a campanha, Caio André (UB) demonstrava confiança em continuar na CMM no próximo quadriênio. No entanto, acabou ficando na suplência por uma pequena margem de votos. Nos momentos finais da apuração, ele disputava com a Professora Jacqueline a última vaga do União Brasil, mas foi superado pela colega de partido por apenas 62 votos.

Polêmicas

A gestão de Caio André na presidência da Câmara Municipal de Manaus (CMM) foi marcada por algumas controvérsias, sendo a mais evidente o desrespeito que ele enfrentou por parte dos próprios parlamentares. Diversas vezes, durante discussões acaloradas no Plenário Adriano Jorge, o presidente não conseguiu impor sua autoridade para encerrar debates, o que evidenciou fragilidades em sua liderança.

Em várias ocasiões, mesmo após intervir e solicitar o fim das discussões, os vereadores continuavam brigando, desconsiderando suas tentativas de controle. Um episódio recente exemplifica essa situação: o líder do prefeito, vereador Eduardo Alfaia (Avante), e o vereador de oposição, Rodrigo Guedes (PP), iniciaram uma discussão sobre a aprovação de duas Comissões Parlamentares de Inquérito (CPIs) voltadas para investigar a Prefeitura de Manaus.

O debate gerou uma grande tensão no Parlamento, e, apesar das tentativas de Caio André de mediar e encerrar o conflito, ele não foi ouvido, e o clima continuou tenso entre os colegas.

Além das dificuldades de manter a ordem no plenário, Caio André também foi alvo de críticas por decisões administrativas controversas. Uma das polêmicas envolveu a contratação de serviços de internet para a Câmara ao custo de R$ 1,5 milhão, além de um contrato de buffet que quase alcançou R$ 1 milhão. Ambas as contratações foram publicadas no Diário Oficial da CMM neste ano, levantando questionamentos sobre a necessidade e o custo desses serviços em meio ao contexto de contenção de gastos públicos.

 

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