Manaus, 7 de julho de 2026
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Manaus, 7 de julho de 2026

Cenário

Tefé deve receber investimento de R$ 6 milhões na área da saúde

Valores devem ser aplicados na melhoria dos serviços de saúde e na ampliação do atendimento à população.

(Foto: Reprodução/Redes Sociais Carlinhos Bessa)

Tefé (AM) – Tefé, município localizado no interior do Amazonas, pode ser beneficiado com um investimento de R$ 6 milhões na área da saúde. O recurso é fruto de uma emenda parlamentar do deputado estadual Carlinhos Bessa (PV) e foi anunciado pelo prefeito reeleito, Nicson Marreira (União Brasil). Segundo a gestão municipal, os valores devem ser aplicados na melhoria dos serviços de saúde e na ampliação do atendimento à população.

“Hoje, nós estamos mandando 6 milhões de reais de emenda parlamentar para investimento na nossa saúde, não é, prefeito? Isso foi um compromisso nosso, um compromisso com a população tefeense. Eu, como deputado da população tefeense, e o nosso prefeito, Nicson Marreira, mostramos que a união dessas forças é sempre voltada para trazer melhorias ao nosso povo”, anunciou o deputado estadual.

(Foto: Reprodução/Redes Sociais)

O prefeito reeleito de Tefé, Nicson Marreira (União Brasil), destacou em suas redes sociais que o investimento de R$ 6 milhões na saúde “fará toda a diferença com o aumento de demanda previsto para o fim do ano”. Em entrevista ao Portal AM1, Marreira afirmou que o plano de trabalho para aplicação dos recursos será definido apenas em janeiro, no início de seu próximo mandato.

“Com esse investimento, a gente vem avançando. Apesar de atendermos o triângulo de cinco municípios, abrangendo alta e média complexidade, a saúde de Tefé está boa, e a gente vem melhorando a cada dia”, explicou Nicson Marreira ao AM1.

Nem todos os moradores de Tefé compartilham da mesma percepção sobre os avanços na saúde pública no município. Uma residente da Comunidade Agrovila, que pediu anonimato, relatou ao Portal AM1 dificuldades no acesso aos serviços de emergência, especialmente no Hospital Regional de Tefé. Segundo ela, a espera por atendimento é longa, mesmo em casos que considera essenciais, evidenciando desafios na gestão da saúde local.

“Quando a gente chega com uma criança com febre, tem que esperar. Se a gente chega com uma criança com diarreia e vômito, também temos que esperar. Esperar a vez, né? E tudo isso, no meu ponto de vista, não é certo. Se é uma criança com diarreia e vômito, deveria ser prioridade. Principalmente no hospital regional, que deveria atender casos de emergência”, explicou a moradora.

A moradora relatou ao Portal AM1 que, durante um atendimento no Hospital Regional de Tefé, sua filha recebeu apenas uma injeção prescrita pelo médico de plantão. Dois dias depois, sua filha teria apresentado novas complicações de saúde, incluindo vômito e diarreia, o que a levou a retornar ao hospital. Na segunda consulta, o médico prescreveu medicamentos que, segundo a moradora, não estavam disponíveis na unidade de saúde, obrigando a família a buscar alternativas por conta própria.

“Voltei ao hospital e, novamente, esperei na fila como todo mundo. Só que, no meu ponto de vista, o caso da minha filha era de emergência. Ela precisava tomar soro, porque estava muito fraca. Mas, mais uma vez, o médico apenas aplicou outra injeção. Além disso, as receitas que ele passou não tinham os medicamentos no posto. O único remédio que tinha lá era paracetamol. E, uma receita datada de março, eu peguei essa receita antes de ontem. Era para um remédio chamado cefalexina”, relatou ao AM1.

A moradora também relatou ao Portal AM1 dificuldades no atendimento no posto de saúde São Miguel, em Tefé. Segundo ela, ao chegar ao local por volta das 10h, não havia médicos disponíveis, e o atendimento estava sendo realizado apenas por uma enfermeira. O relato reforça as críticas sobre a precariedade dos serviços de saúde no município.

“Recentemente, levei minha filha ao posto de saúde São Miguel. Chegamos lá às 10h, mas já não tinha médico atendendo, só uma enfermeira. Pedi um exame urgente, mas só foi agendado para o dia 27 de dezembro! Minha filha tem 13 anos e precisava desse exame de gestação. Além disso, minha filha mais nova, de dois anos, também foi, porque estava com a barriga toda inchada. Na nossa comunidade, a situação é precária. Não tem médico fixo, só aparece uma vez no mês. E quando precisamos, temos que pagar R$ 50 para um carrinho levar até o hospital, porque não tem ambulância”, lamentou a moradora.

Conforme o Cadastro Nacional de Estabelecimentos de Saúde (CNES), disponível no sistema DataSus, o posto de saúde São Miguel, em Tefé, conta com 10 médicos e 99 outros profissionais de saúde registrados. As informações, atualizadas em 3 de novembro de 2024, indicam que a unidade funciona de segunda a sexta-feira, das 7h às 21h, e aos sábados, das 7h às 12h. Apesar disso, moradores relatam dificuldades no acesso ao atendimento médico na unidade.

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