(Foto: Reprodução/YouTube)
Manaus (AM) – Embora ainda não sejam claras as pretensões políticas em relação às eleições de 2026, o governador Wilson Lima (União Brasil) deu sinais de que pretende tentar se reaproximar de ex-aliados políticos, hoje, desafetos, como David Almeida (Avante) e Bi Garcia (PSD).
Em entrevista ao jornalista Ronaldo Tiradentes, nessa quinta-feira (19), o governador foi questionado se já teria conversado com os prefeitos de Manaus e Parintins, ambos já fizeram parte do núcleo de aliados de Wilson Lima, após o resultado das eleições municipais deste ano.
“Eu ainda não conversei com o prefeito David Almeida, mas tenho conversas muito estreitas com os secretários dele. Da mesma forma que ainda não tive uma conversa com o prefeito Bia Garcia, ainda não tive uma conversa com o Matheus [Assayag], já conversamos com interlocutores, mas essas são conversas que a gente tem que ter. E a gente tem que entender o seguinte: o processo político não pode atrapalhar as decisões que têm uma relação direta na vida das pessoas… Então, sim, eu estou disposto a conversar, encontrar um caminho de entendimento pelo bem da população. Nós temos posicionamentos políticos diferentes, mas isso não significa que essa nossa indisposição nesse sentido vá atrapalhar as políticas públicas”, disse.
Na ocasião, Lima também foi indagado sobre as suas aspirações políticas ao fim do segundo mandato à frente do governo estadual, em 2025.
Tradicionalmente, a tendência de governadores é tentar vaga no Senado. No entanto, Wilson argumentou que não veio do meio político e sim da iniciativa privada e a decisão [Senado] vai depender de como a população do Amazonas avaliará os seus mandatos à frente da administração estadual.
“Se a gente levar em consideração o processo político e a disputa de um cargo majoritário, levando em consideração a curva de conhecimento que meu nome tem no estado, o tempo é exíguo, é curto de um ano e meio mais ou menos para tomar uma decisão em relação a isso, mas você muito bem sabe que a política e algo muito dinâmica. O caminho natural de quem está no cargo de governador, saindo, é seguir para uma carreira de senador, só que isso depende de uma série de variantes. Depende dessa composição das estruturas políticas, da decisão do partido, da consulta ao grupo do qual eu faço parte e, principalmente, daquele que me colocou aqui na condição de governador, que é o cidadão. Então, se o povo decidir que eu devo alçar esse voo, eu vou cumprir essa missão. Se o povo entender que eu devo continuar meu mandato até o final, assim o farei”, comentou o político.
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