Manaus, 7 de julho de 2026
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Manaus, 7 de julho de 2026

Cidades

Águas de Manaus investe R$ 1,5 bi, mas capital ainda está entre as piores em esgoto, aponta ranking

Apesar de a empresa afirmar que cumpriu todas as metas contratuais, a cobertura de coleta e tratamento de esgoto em Manaus permanece baixa.

águas de manaus

(Foto: Divulgação/ Águas de Manaus)

Manaus (AM) – A capital amazonense aparece entre as capitais com os piores índices de esgotamento sanitário do país, segundo o mais recente ranking do Instituto Trata Brasil, divulgado em 2024. O estudo, que utiliza dados do Sistema Nacional de Informações sobre Saneamento (SNIS) referentes a 2022, coloca a capital amazonense em posição preocupante no que diz respeito ao tratamento de esgoto, mesmo com os investimentos realizados nos últimos anos.

Ao Portal AM1, a Águas de Manaus, concessionária responsável pelos serviços de água e esgoto na cidade, ressalta que os números não refletem totalmente os avanços obtidos desde a entrada da Aegea, sua controladora, na gestão do saneamento local. De acordo com a empresa, Manaus foi a capital da região Norte que mais investiu em saneamento básico entre 2019 e 2022, com mais de R$ 1,5 bilhão aplicados – valor superior ao somado pelas outras seis capitais nortistas no mesmo período.

Progressos e desafios

O estudo destaca que Manaus foi a cidade brasileira que mais evoluiu no atendimento de água tratada desde 2018, alcançando 99,4% de cobertura. A concessionária afirma ter universalizado o serviço, inclusive em áreas vulneráveis, como becos e palafitas, com a implantação de mais de 200 km de redes de água em seis anos, beneficiando 200 mil pessoas. Além disso, a capital reduziu em 19,51% as perdas de água no mesmo período, saindo de 74,95% para 55,44% – o terceiro melhor desempenho entre as capitais.

No entanto, os números relativos ao esgotamento sanitário ainda são críticos. Apesar de a empresa afirmar que cumpriu todas as metas contratuais, a cobertura de coleta e tratamento de esgoto em Manaus permanece baixa. Para reverter esse cenário, a concessionária lançou o programa Trata Bem Manaus, que prevê a expansão da rede de esgoto, com mais de 2,7 milhões de metros de redes coletoras e novas estações de tratamento (ETEs) em menos de uma década. Uma delas, no bairro da Raiz, deve começar a operar ainda no primeiro semestre de 2024, beneficiando inicialmente 50 mil moradores das zonas Sul e Leste.

A meta é ultrapassar 60% de cobertura até 2027 e chegar a 90% em 2033, com a universalização do serviço. Enquanto isso, a população ainda convive com deficiências históricas, evidenciadas pelo ranking.

Entre avanços e déficits

Os dados mostram que, embora Manaus tenha registrado progressos significativos no abastecimento de água e na redução de perdas, o saneamento básico como um todo ainda é um desafio. A defasagem dos indicadores oficiais pode mascarar melhorias recentes, mas também revela a lentidão na transformação de investimentos em resultados concretos para a população.

Enquanto a cidade aguarda a consolidação das obras em andamento, o que se espera é que os números futuros reflitam, de fato, uma mudança no panorama do esgotamento sanitário – um dos principais entraves para a qualidade de vida em Manaus.

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