Manaus, 7 de julho de 2026
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Manaus, 7 de julho de 2026

Política

‘Não é palco político’: senadores criticam comportamento de Marina Silva em audiência

Após embate sobre pavimentação da BR-319, parlamentares do Norte acusam a ministra de se recusar a ouvir verdades e de faltar com respeito ao Senado.

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Ministra Marina Silva e senadores - Foto: (Andressa Anholete/Geraldo Magela/Agência Senado)

Brasília (DF) – Após a suspensão da audiência pública da Comissão de Infraestrutura (CI) no Senado nesta terça-feira (27), parlamentares do Norte se dirigiram ao Plenário para criticar a ministra Marina Silva por “abandonar” a reunião.

Conforme o senador Mecias de Jesus (Republicanos-RR), a postura da ministra do Meio Ambiente era de “presidente da Comissão”. Para ele, o que Marina concluiu como ataque é o “exercício legítimo da função parlamentar prevista no artigo 50 da Constituição Federal”.

“O Senado não é ambiente para espetáculo político — é casa de fiscalização e responsabilidade,” disse o senador em suas redes sociais.

Como o Portal AM1 informou nesta terça-feira (27), a ministra estava na comissão para prestar esclarecimentos como convidada, sobre a possibilidade de criação de uma unidade de Conservação da Marinha do Brasil na margem equatorial.

Durante a reunião, Marina Silva também foi cobrada pelos parlamentares sobre a demora na liberação das licenças ambientais, mas não houve um consenso entre a ministra e os senadores sobre o assunto.

Para o senador Dr. Hiran (RR), a ação da ministra foi desencadeada, pois ela “ouviu muitas verdades que ela não gostaria de ouvir”.

Durante a audiência, o senador amazonenses Omar Aziz (PSD-AM) destacou que, no período da pandemia de Covid 19, milhares de amazonenses morreram por falta de oxigênio que poderia ser transportado por meio da BR-319 se ela estivesse pavimentada.

  “A senhora viu seis pessoas morrerem. Eu vi 15 mil pessoas morrerem na cidade de Manaus por falta de oxigênio, porque a BR-319 não estava asfaltada e era época de inverno, ministra,” disse o senador.

Para o Dr. Hiran, o governo federal precisa colocar alguém no Meio Ambiente que entenda a realidade Amazônica.

“Eu não vi falta de respeito. Eu vi uma exacerbação de um diálogo que começou a ficar mais exaltado.  A gente também não pode negar, é só ver nas imagens:  a ministra não estava no comportamento habitual dela, estava muito agressiva, ela não deixava ninguém falar, não respeitava a fala dos senadores,” disse o senador.

Na tribuna do Senador, Plínio Valério (PSDB) também cobrou respostas da ministra sobre a BR-319 e como a demora na liberação do licenciamento afeta a região. Marina deixou a reunião após um desentendimento com o senador.

“A nossa rodovia (…) é uma importante alternativa logística para a Zona Franca também, mas nós estamos falando do que chega ao Amazonas – medicamento, alimentação, outras mercadorias – e do que sai do Amazonas. E, ao longo da estrada, no que pese não ter asfalto no meião, tem moradores que precisam de saúde, precisam de escola, de posto médico, precisam trafegar”, pontuou Valério.

A situação da BR-319 também tramita no Supremo Tribunal Federal (STF), onde o ministro Luiz Fux rejeitou a ação do PSDB, pois a situação poderia ser resolvida por outros meios processuais à disposição dos envolvidos. O partido recorreu da decisão e aguarda um novo posicionamento.

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