(Foto: Éder França/CMM)
Manaus (AM) – Um Projeto de Lei (PL) que proíbe o uso de maconha em logradouros públicos de Manaus, gerou debate, desentendimento e até pressão entre os vereadores da Câmara Municipal de Manaus (CMM), nessa segunda-feira (01).
O Projeto de Lei que estabelece a proibição do consumo de maconha em áreas e logradouros públicos de Manaus foi de autoria do vereador Raiff Matos.
Em defesa da proposta, Raiff disse que o vereador que votasse contra o Projeto de Lei estaria votando contra as famílias.
No entanto, vários vereadores consideraram o Projeto de Lei sem eficácia, uma vez que o consumo da maconha já é proibida no Brasil. Mesmo com a descriminalização definida pelo Supremo Tribunal Federal (STF), o porte continua como comportamento ilícito, ou seja, permanece proibido fumar maconha em público.
CMM pagando mico
Na discussão, o vereador Marcelo Serafim criticou o PL e considerou que o debate estava sendo distorcido, além disso, o vereador relembrou que o consumo já é proibido e considerou já outros problemas mais graves no debate.
“A Câmara Municipal de Manaus está pagando mico. Perdoem, eu respeito as ideias de todos, eu respeito o debate que engrandece o parlamento. Agora, esse tipo de projeto, a gente tem que ter a coragem de discutir e debater. Tem que ter a coragem de ligar o microfone, discutir e debater. O centro da cidade de Manaus está contaminado é pelo craque, não é por maconha. E nós estamos votando um projeto que proíbe o uso de maconha em uma praça”, disse Marcelo Serafim.
O Prefeito vai vetar
Já o vereador Raulzinho disse que o Projeto de Lei era inconstitucional e garantiu que o Prefeito David Almeida irá vetar a proposta.
Medo da reputação ruim
O vereador Gilmar Nascimento chamou atenção dos vereadores para caso a proposta fosse rejeitada a Câmara Municipal poderia ficar conhecida como favorável ao uso da maconha.
O vice-presidente da Casa, Jander Lobato, no entanto, declarou que os vereadores iriam aprovar uma lei já existente.
No fim das discussões, a proposta foi aprovada por unanimidade na Câmara e vai a sanção do Prefeito.
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