Manaus, 7 de julho de 2026
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Cenário

‘Não procedem’, diz vereador sobre possíveis fraudes à cota de gênero no Agir

Parlamentar afirma ter confiança na Justiça e nega irregularidades nas eleições de 2024.

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(Foto: Eder França/Dicom)

Manaus (AM) – O vereador novato João Paulo Janjão (Agir), que atualmente ocupa uma cadeira na Câmara Municipal de Manaus (CMM), afirmou com exclusividade ao Portal AM1 que as acusações de fraude à cota de gênero envolvendo seu partido são falsas e sem fundamento.

“Eu só posso falar pelo Agir, que é o meu partido. As acusações não procedem. A gente pode falar pouco, porque está nas mãos da Justiça, ela vai cuidar da melhor maneira. Nossos advogados estão tratando do assunto. O que eu posso dizer é que as informações são inverídicas. Não procedem, e a Justiça vai cuidar. Eu tenho plena certeza e confiança de que tudo será resolvido da melhor maneira possível”, declarou o vereador ao Portal AM1.

Em maio, o Ministério Público Eleitoral (MPE) emitiu parecer que aponta indícios de fraude à cota de gênero por parte dos partidos Agir, DC e da federação formada por PT, PCdoB e PV nas eleições de 2024.

Caso a Justiça confirme as irregularidades, os vereadores Dione Carvalho (Agir), Rosinaldo Bual (Agir), João Paulo Janjão (Agir), Jaildo Oliveira (PV), Elan Alencar (DC) e Zé Ricardo (PT) podem perder os mandatos.

O ex-presidente da Câmara Municipal de Manaus, Caio André (União Brasil), entrou com ação na Justiça Eleitoral contra o partido Agir, acusando-o de fraudar o cumprimento da cota de gênero nas eleições municipais.

A denúncia faz parte de uma das três Ações de Investigação Judicial Eleitoral (Aijes) em tramitação e aponta o uso de candidaturas fictícias, as chamadas “laranjas”, com o suposto objetivo de preencher formalmente o mínimo de 30% de candidaturas femininas exigido por lei.

Conforme a ação, as candidatas Manilze Ferreira e Luana Patrícia não teriam feito campanha nem solicitado votos, o que caracterizaria o descumprimento da legislação. Para o MPE, os elementos do caso indicam que o atendimento à cota de gênero foi apenas formal, sem respaldo prático nas campanhas eleitorais.

Ao Portal AM1, o vereador João Paulo Janjão afirma não ter medo de perder o mandato na CMM. Segundo o vereador, o mandato foi conquistado de maneira limpa, com três anos de muito trabalho.

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