(Foto: Danilo Mello/Aleam)
Manaus (AM) – O deputado estadual Daniel Almeida (Avante) pediu desculpas nesta segunda-feira (24) após o comentário feito em plenário sobre o acidente que matou uma mãe e seu bebê em um buraco na avenida Djalma Batista, no domingo (23).
“Com certeza, eu peço desculpas. Eu não quis ofender, não é a minha intenção ofender ninguém. Eu não quis vilipendiar a família de ninguém, não quis maltratar, e nem usar isso politicamente. Eu não faço isso”, afirmou o parlamentar em entrevista à imprensa.
Segundo Daniel Almeida, a declaração ocorreu durante um debate acalorado. Ele reforçou que não teve a intenção de ofender os familiares das vítimas nem de explorar politicamente a tragédia.
“Primeiro, eu não tive a intenção de ofender. Minha intenção foi contrapor a Casa, que fica calada, omissa diante de tantas barbaridades, e aí aproveita a morte de uma família pra fazer política, pra se engajar na rede social”, disse o deputado.
Parlamentares da Assembleia Legislativa do Amazonas (Aleam) e usuários das redes sociais criticaram a postura de Almeida. A principal controvérsia foi o uso da palavra “alarde” ao comentar o caso, considerada insensível diante da comoção pública.
O debate iniciou-se quando o deputado estadual Delegado Péricles (PL) levou o tema ao plenário na segunda-feira (24). Ele responsabilizou a falta de manutenção das vias pela tragédia e cobrou providências imediatas.
Na sequência, o presidente da Aleam, deputado Roberto Cidade (União Brasil), também se pronunciou. Ele afirmou que o Governo do Amazonas havia repassado verbas para asfaltamento de Manaus há dois anos e questionou o uso desses recursos.
O deputado Sinésio Campos (PT) seguiu a mesma linha e cobrou explicações sobre o cronograma das obras de infraestrutura. Ele mencionou o bairro São José, onde uma cratera permanece aberta, como exemplo do descaso com a cidade.
Daniel Almeida, então, subiu à tribuna e classificou as falas dos colegas como “alarde”. Ele lamentou a tragédia, mas criticou os parlamentares por ignorarem a responsabilidade do governo estadual nos problemas da saúde pública. “Estão fazendo uma guerra por causa a um buraco”, declarou.
A fala provocou indignação entre os parlamentares e acirrou os ânimos no plenário, especialmente em confronto com Roberto Cidade. A deputada estadual Débora Menezes, que presidia a sessão, precisou cortar os microfones dos três deputados envolvidos para restabelecer o decoro.
LEIA MAIS:





