Manaus, 7 de julho de 2026
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Manaus, 7 de julho de 2026

Coluna AM1

Alfredo Nascimento: o ex-poderoso chefão que só sobrevive no bastidor

Derrotado sucessivamente nas urnas e sem apoio popular, Alfredo se agarra aos restos de influência no PL e muda de discurso como quem troca de paletó.

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Manaus (AM) – Alfredo Nascimento parece ter se tornado um personagem caricato da política amazonense: perdeu o voto, perdeu a rua, perdeu o respeito interno no partido, mas insiste em sobreviver à base de conchavos e conveniências. Com três derrotas eleitorais consecutivas, o ex-ministro dos Transportes não consegue mais se firmar nas urnas — mas ainda tenta se manter relevante pelo velho jogo dos bastidores.

Sem fôlego político real, Alfredo tem apostado na metamorfose discursiva. Foi crítico ferrenho do governador Wilson Lima até perceber que a maré havia mudado. Hoje, em uma guinada digna de quem não tem compromisso com coerência, faz elogios rasgados ao mesmo governador que antes atacava. É a política do “quem paga, leva”, e Alfredo parece disposto a negociar até seus antigos princípios em troca de algum espaço.

A tentativa de manter poder também esbarra na nova realidade interna do PL. Se antes reinava absoluto, agora Alfredo é questionado — e publicamente — por figuras emergentes como o vereador Sargento Salazar. Jovem, com forte apelo nas redes sociais e alinhado com a nova direita, Salazar rompeu o silêncio da base e desafiou a velha guarda do partido. O resultado: virou pedra no sapato de Alfredo e revelou a fragilidade da sua liderança.

Em vez de enfrentar o desafio de peito aberto, Alfredo tentou desviar o foco com elogios envenenados, dizendo que Salazar “furou a bolha da direita e do bolsonarismo”. Uma tentativa sutil de desqualificar o crescimento do vereador, ao mesmo tempo em que tenta se manter próximo para não perder o pouco controle que ainda tem.

O problema é que Alfredo Nascimento parece não ter percebido que o tempo dele passou. Insistir na sobrevivência política a qualquer custo, mudando de lado conforme a conveniência, só reforça o que as urnas vêm dizendo há anos: o Amazonas quer renovação. E Alfredo já não representa isso há muito tempo.

A realidade é dura: o ex-ministro virou um personagem político que só existe onde não há voto. Enquanto os novos nomes disputam as ruas e as redes, ele se apega ao que resta — cargos, articulações e saudades de um passado onde ainda mandava.

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