(Foto: Celso Maia/ Portal AM1)
Manaus (AM) – Após meses sem registrar votações, o painel eletrônico da Câmara Municipal de Manaus (CMM), que custou R$ 630 mil aos cofres públicos, voltou a ser utilizado nesta segunda-feira (7).
Desta vez, a votação não ocorreu com o tradicional levantamento de mãos, prática comum nas sessões plenárias e frequentemente questionada por vários parlamentares. A Mesa Diretora decidiu recorrer ao sistema eletrônico durante a votação que analisava a manutenção ou derrubada de um veto do Executivo Municipal a um projeto de lei (PL) em discussão.
Apesar de não ser usado para votações do Legislativo durante as sessões, o equipamento de mais de meio milhão de reais vem sendo utilizado apenas para registrar a presença dos vereadores e cronometrar o tempo de fala na tribuna. Para decisões legislativas, porém, o painel era quase sempre ignorado.
Nas redes sociais, o vereador Zé Ricardo (PT) ironizou o uso pontual do sistema eletrônico.
“Hoje (7), depois de 6 meses de sessão na Câmara Municipal, a Mesa Diretora usou pela primeira vez o painel eletrônico para uma votação. Foi necessário o voto eletrônico para votar por um veto do prefeito a um projeto. Um painel que custou muito caro usado uma vez em meio ano”, escreveu na postagem.
O texto que estava sendo votado era o veto total ao Projeto de Lei 094/2023, de autoria do vereador João Carlos dos Santos Mello, que visava instituir a campanha de incentivo à produção literária nas escolas do município de Manaus. O veto teve 15 votos contrários e 18 votos favoráveis ao veto total do Executivo Municipal.
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