Acidente envolvendo carreta e passarela em Manaus (Foto: Reprodução/Redes Sociais)
Manaus (AM) – O prefeito de Manaus, David Almeida (Avante), afirmou que a reconstrução da passarela Santos Dumont, localizada na avenida Torquato Tapajós, será realizada com recursos próprios da Prefeitura.
A declaração foi dada com exclusividade ao portal Fatos Marcantes nesta terça-feira (8). Segundo David Almeida, o município aguardava uma decisão judicial, mas, diante da necessidade de melhorar o tráfego em uma das principais vias da capital, a Prefeitura decidiu usar recursos próprios para recolocar a passarela o mais rápido possível.
“Nós estávamos aguardando a decisão judicial. Porém, como nós temos pressa, e ali é uma das vias mais importantes da cidade de Manaus, nós vamos usar os recursos próprios. Estão chegando aí os recursos do empréstimo, e nós já iniciamos o projeto para que, o mais rápido possível, possamos colocar aquela passarela ali, dando mais fluidez ao trânsito na Torquato Tapajós”, disse David Almeida.
A responsabilidade pela reconstrução continua sendo discutida judicialmente, em ação movida pela Prefeitura contra a empresa envolvida no acidente e sua seguradora. Quase um ano após o ocorrido, não houve ressarcimento nem decisão definitiva por parte da Justiça. Diante da inércia, o Executivo municipal resolveu tomar a iniciativa.
Conforme o projeto da Prefeitura, a Secretaria Municipal de Infraestrutura (Seminf) executará a obra com orçamento próprio, sem necessidade de novos financiamentos. A nova passarela terá 5,5 metros de altura e será construída no mesmo local da anterior, em frente ao conjunto Santos Dumont, na zona oeste da cidade.
O anúncio acontece quase um ano após a queda da estrutura, em 6 de julho de 2024. Na ocasião, uma carreta que transportava três máquinas pesadas, um trator, uma retroescavadeira e um rolo compactador, colidiu com a passarela em frente ao conjunto Hileia, na zona Centro-Oeste.
No dia do acidente, duas pessoas ficaram feridas: um homem que estava próximo à estrutura e um motociclista que passava pelo local no momento da colisão.
Na época, o diretor-presidente do Instituto Municipal de Mobilidade Urbana (IMMU), Paulo Henrique Martins, estimou que a obra de reconstrução levaria cerca de seis meses. Mais de um ano depois, com a ausência de uma resposta da empresa responsável, a Prefeitura decidiu arcar com os custos da reconstrução.
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