(Foto: Divulgação/Instagram e Marcelo Camargo/Agência Brasil)
Manaus (AM) – O ex-prefeito de Manaus, Arthur Virgílio Neto, saiu em defesa do ex-presidente Jair Bolsonaro após a operação da Polícia Federal realizada na manhã de sexta-feira (18), que incluiu o cumprimento de dois mandados de busca e apreensão em endereços ligados ao ex-chefe do Executivo. Além disso, Bolsonaro passou a ser monitorado por tornozeleira eletrônica, conforme decisão do Supremo Tribunal Federal (STF).
Nas redes sociais, Arthur Neto afirmou que considera as medidas “exageradas” e classificou como “descabida” a imposição da tornozeleira eletrônica. Para ele, a operação representa um excesso e se assemelha a perseguições políticas.
“Fico sem entender a operação policial na residência do ex-presidente Jair Bolsonaro, seguida da imposição do uso de tornozeleira eletrônica. Não julgo justas, e sim exageradas, as medidas adotadas até agora”, afirmou.
Embora tenha criticado uma possível interferência do ex-presidente dos EUA, Donald Trump — que chegou a revogar vistos de ministros do STF em reação à operação —, Arthur também condenou o que chamou de “intervenção estrangeira em assuntos internos do Brasil”.
“Não sou admirador de Donald Trump, que cogita ajudar o ex-presidente, mas acaba contribuindo para a perigosa radicalização que o Brasil vive hoje. O Brasil precisa reencontrar o caminho da paz por seus próprios meios”, declarou.
Arthur Neto também comparou a situação de Bolsonaro com a de outros ex-presidentes. Ele mencionou que Fernando Collor de Mello e Dilma Rousseff não enfrentaram medidas tão duras mesmo após deixarem o cargo. Sobre Lula, lembrou que sua prisão não incluiu tornozeleira nem invasões de domicílio.
“Por que, então, toda essa carga sobre Jair Bolsonaro? Enxergo um cenário delicado, perigoso e injusto”, concluiu.
Medidas restritivas a Bolsonaro
Por determinação do ministro Alexandre de Moraes, do STF, Jair Bolsonaro deve cumprir medidas cautelares que incluem:
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Monitoramento por tornozeleira eletrônica
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Recolhimento domiciliar noturno, entre 19h e 6h
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Proibição de contato com outros investigados ou diplomatas
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Restrição de deslocamento fora da comarca do Distrito Federal
O ex-presidente já havia tido o passaporte apreendido em fevereiro deste ano, também no âmbito de investigações da Polícia Federal.
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