(Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil)
Brasília (DF) – O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal, negou, nesta quarta-feira, 6, o pedido de revogação da prisão cautelar apresentado pela defesa do general Walter Braga Netto. O ex-ministro da Casa Civil e da Defesa do governo Bolsonaro está preso desde 14 de dezembro, na Vila Militar do Rio, sob suspeita de tentar obstruir o julgamento da trama golpista.
A defesa argumentou que era necessário garantir um “tratamento igualitário” entre Braga Netto e Bolsonaro, que cumpre medidas cautelares sob a suspeita de atuar em obstrução de Justiça e ataque à soberania.
“O princípio da isonomia garante ao general Braga Netto, ao menos, tratamento igualitário em relação aos corréus desta ação penal”, declarou a defesa.
A Procuradoria-Geral da República apresentou uma manifestação pelo indeferimento da revogação de prisão, sob o argumento de que foi comprovado, no depoimento do general Mário Fernandes, a idealização do plano “Punhal Verde e Amarelo” – que tinha como alvos o ministro Alexandre de Moraes, Lula e Alckmin.
A PGR afirma que o depoimento robustece “a necessidade de manutenção da tutela cautelar em desfavor de indivíduos denunciados como protagonistas do projeto golpista”.
O parecer afirma que os indícios que levaram à prisão cautelar de Braga Netto não possuem relação direta com a decisão que impôs medidas cautelares ao ex-presidente.





