Manaus, 7 de julho de 2026
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Cenário

Omar Aziz não assume presidência da CPI do INSS

A comissão reúne 16 deputados e 16 senadores titulares, além de suplentes. O primeiro encontro deve eleger o presidente e o relator do colegiado.

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(Foto: Waldemir Barreto/Agência Senado)

Manaus (AM) – O senador Omar Aziz (PSD-AM), inicialmente indicado para presidir a CPMI do INSS, não assumirá o cargo. A função ficará com o senador Carlos Viana (Podemos-MG).

Em uma reviravolta, a oposição conquistou a presidência da CPMI do INSS. O senador Carlos Viana foi eleito com 17 votos, enquanto Omar Aziz (PSD-AM), considerado favorito e apoiado pelo presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), e pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva, recebeu 13 votos.

A decisão ocorreu em cima da hora, pois Omar Aziz já vinha sendo dado como certo para comandar a CPMI do INSS. Em entrevista à CNN Brasil nesta quarta-feira (19), ele vislumbrava como prosseguiria com a execução da CPI, afirmando que nenhum envolvido será poupado das investigações, que agora ficarão sob responsabilidade de Carlos Viana.

O parlamentar destacou a importância de que os demais membros da CPMI, independentemente de suas orientações políticas, mantenham postura investigativa rigorosa. “Nosso compromisso é com a verdade, não é a conveniência política de A ou de B que vai nortear”, declarou à CNN Brasil.

“Quero agradecer cada um dos 17 senadores. Foi uma articulação dos últimos dias”, disse Carlos Viana durante a sessão.

Apesar da expectativa inicial de manutenção do comando por Omar Aziz, a oposição no Senado conseguiu emplacar um novo presidente para a comissão, substituindo o aliado do presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva.

A CPMI foi criada para apurar irregularidades em descontos indevidos sobre aposentadorias e pensões, um esquema que, segundo a Polícia Federal e a Controladoria-Geral da União (CGU), pode ter causado prejuízos superiores a R$ 6,4 bilhões.

 

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