Manaus, 7 de julho de 2026
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Cenário

Manifestantes vaiam deputados do AM que votaram a favor da PEC da Blindagem

Ato em Manaus repudiou parlamentares que votaram a favor da PEC da Blindagem e reforçou oposição à anistia para condenados por tentativa de golpe.

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(Foto: Divulgação/Instagram do vereador Zé Ricardo)

Manaus (AM) – Manifestantes em Manaus vaiaram os nomes dos cinco deputados federais do Amazonas que votaram a favor da Proposta de Emenda à Constituição (PEC) da Blindagem, durante protesto realizado neste domingo (21), nas ruas do Centro da capital. Aprovada pela Câmara dos Deputados na última terça-feira (16), a medida dificulta a abertura de processos criminais contra parlamentares.

Durante o ato, uma das líderes do movimento subiu ao carro de som e citou, um a um, os nomes de Pauderney Avelino (União Brasil), Silas Câmara (Republicanos), Adail Filho (Republicanos), Capitão Alberto Neto (PL) e Fausto Júnior (União Brasil). Cada menção era seguida por vaias da multidão, que também vaiaram os partidos dos parlamentares.

A manifestação fez parte de um movimento nacional contra a PEC da Blindagem e contra a proposta de anistia a condenados pelos atos golpistas de 8 de janeiro de 2023, entre eles o ex-presidente Jair Bolsonaro, condenado pelo Supremo Tribunal Federal (STF) a 27 anos de prisão.

A PEC, apelidada por críticos de “PEC da Bandidagem”, transfere para o Conselho de Ética e para o próprio Congresso boa parte do poder de punir seus membros, impondo novos obstáculos para que denúncias criminais avancem no Judiciário. Na prática, parlamentares passariam a depender mais do julgamento político de seus colegas do que da análise técnica da Justiça. Especialistas afirmam que a medida aumenta a sensação de impunidade e fragiliza a transparência.

A mobilização reuniu sindicatos, movimentos sociais, centrais populares e até integrantes da base do governo no Congresso. Já os defensores da PEC alegam que a proposta busca conter abusos de poder do STF e restabelecer prerrogativas da Constituição de 1988. Pelo texto, qualquer abertura de ação penal contra parlamentar dependerá de autorização prévia da maioria absoluta da Casa, com prazo de 90 dias para análise.

Da bancada amazonense, apenas três deputados votaram contra a proposta: Sidney Leite (PSD), Amom Mandel (Cidadania) e Átila Lins (PSD).

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