(Foto: Arquivo/Portal AM1)
Manaus (AM) – O presidente da Associação dos Praças do Amazonas (Apeam), Gerson Feitosa, criticou duramente a gestão do governador Wilson Lima (União Brasil) pela situação de abandono enfrentada pela categoria. Em entrevista ao programa Cenário Político, do Portal AM1, nesta quarta-feira (22), o líder classista afirmou que o governo tem usado o discurso da falta de recursos como desculpa para não resolver problemas estruturais que afetam diretamente a segurança pública do Estado.
“O governador diz o tempo inteiro que não tem dinheiro, que o Estado está quebrado, mas a verdade é que quando se quer fazer, se faz”, afirmou Gerson, ao comparar a atual gestão com administrações anteriores que, segundo ele, mostraram mais compromisso com a tropa.
O presidente da Apeam destacou que a Polícia Militar vive um dos períodos mais críticos das últimas décadas, com defasagem salarial de 15%, promoções travadas há três anos, falta de fardamento desde 2022 e efetivo em colapso. Segundo ele, a corporação, que chegou a ter quase 12 mil policiais em 2011, hoje não chega a sete mil, mesmo com novas turmas em formação.
“O policial militar do Amazonas está pagando para trabalhar. Ele tira do próprio bolso o dinheiro para comprar a farda, enquanto o governo se esconde atrás da Procuradoria-Geral do Estado para justificar a punição de quem não estiver devidamente uniformizado”, denunciou.
Feitosa lembrou ainda que a última promoção na corporação ocorreu em 2022, e que, desde então, o processo virou uma “guerra judicial”. Segundo ele, as promoções só saem na Justiça, após longos impasses entre a Apeam e o Governo do Estado. “O governo terceirizou sua responsabilidade. Hoje, tudo se resolve no tribunal. É um absurdo”, completou.
Outro ponto levantado pelo presidente da Apeam é a falta de diálogo entre o governo e a categoria. “A gente tenta conversar, apresentar soluções, mas não há abertura. O Estado não negocia, não escuta e não valoriza quem põe a vida em risco todos os dias”, criticou.
Para Gerson Feitosa, a crise da segurança no Amazonas é reflexo direto da falta de prioridade política. “Quando o governo quer, ele faz. Quando não quer, ele cria desculpa. O que está faltando não é dinheiro, é vontade”, disparou.
Assista ao programa Cenário Político:
(*) Colaborou: Emília Picanço, repórter do Portal AM1
LEIA MAIS:





