Manaus, 7 de julho de 2026
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Cenário

Professores de Manaus convocam ato contra a Reforma Administrativa

Categoria se une a outros servidores públicos em manifestação nesta quarta-feira (29) no Largo de São Sebastião.

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(Foto: Reprodução/Redes Sociais & Antônio Cruz/Agência Brasil)

Manaus (AM) – O Sindicato dos Professores e Pedagogos de Manaus (Asprom Sindical) convocou todos os docentes e pedagogos da rede estadual e municipal para participarem de um ato público contra a Reforma Administrativa, proposta que tramita na Câmara dos Deputados. A manifestação está marcada para a próxima quarta-feira (29), a partir das 16h, no Largo de São Sebastião, no Centro de Manaus.

Conforme a nota divulgada pelo sindicato, o movimento faz parte de uma mobilização nacional dos servidores públicos contra o projeto, que, segundo os organizadores, ameaça direitos históricos da categoria, especialmente a estabilidade no serviço público.

A entidade afirma que a proposta é de autoria de parlamentares ligados ao ex-presidente Jair Bolsonaro e representa um “ataque direto aos servidores públicos brasileiros”. Na avaliação do sindicato, a reforma abriria brechas para demissões sem justa causa e apadrinhamento político em cargos públicos, comprometendo a qualidade e a imparcialidade dos serviços prestados à população.

“Eles querem que os servidores públicos possam ser demitidos a qualquer hora e por qualquer motivo, como acontece na área privada. Dessa maneira, poderão colocar seus apadrinhados nos cargos públicos”, diz o trecho da convocatória.

O ato de quarta-feira será realizado em conjunto com outros sindicatos de servidores públicos do Amazonas, reforçando a unidade das categorias contra a medida. A Asprom Sindical destaca que um serviço público forte e estável é essencial para a defesa da democracia e para o combate à corrupção.

“A democracia brasileira depende de um serviço público forte para combater as corrupções dos bandidos de colarinho branco. Contamos com você. A luta continua!”, encerra a nota.

A Reforma Administrativa, oficialmente a Proposta de Emenda à Constituição (PEC 32/2020) foi enviada ao Congresso Nacional durante o governo Bolsonaro e voltou a tramitar neste ano. O texto prevê mudanças nas regras de contratação, avaliação e desligamento de servidores públicos, além de alterações em benefícios e regimes de trabalho.

 

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