Manaus, 7 de julho de 2026
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Manaus, 7 de julho de 2026

Cenário

Gestante perde bebê após esperar horas por atendimento na Maternidade Dona Lindu

Segundo relato da família, demora no atendimento e falta de monitoramento fetal antecederam a morte do bebê.

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Foto: Divulgação/ SES-AM

Manaus (AM) – Uma mãe denunciou, nas redes sociais, o que classifica como um grave caso de negligência médica na Maternidade Dona Lindu, que teria resultado na morte do bebê de sua filha. Segundo o relato, a jovem, cuja gestação era de risco devido ao uso de um cateter duplo J nos rins, enfrentou horas de espera, dor intensa e atendimento precário antes de ser internada para o parto. Ao Portal AM1, a família da gestante revelou que “até o momento não tiveram nenhum tipo de apoio ou qualquer tipo de explicação”.

A mãe conta que chegou à unidade de saúde com a filha por volta das 21h25, quando a jovem foi atendida por uma médica que identificou quatro centímetros de dilatação, mas informou que ainda não era possível a internação. Elas foram orientadas a retornar para uma nova avaliação por volta das 2h da madrugada.

“As contrações foram aumentando, e ela começou a sangrar. Quando voltamos, outra médica atendeu e disse que ainda estava com quatro centímetros. Eu pedi que fizessem uma cesariana, mas ela respondeu que não havia necessidade”, relata a mãe.

De acordo com o depoimento, o quadro da jovem se agravou durante a madrugada. Por volta das 4h, a mãe procurou novamente atendimento, mas afirmou que o médico de plantão teria se recusado a avaliar a paciente, mesmo diante das queixas de dor e sangramento.
“Pedi pra ele ver minha filha, e ele disse: ‘Agora sua filha é prioridade da unidade?’. Depois, continuou chamando outras pacientes”, contou.

A situação só mudou cerca de cinco horas depois, por volta das 5h30, quando o médico finalmente chamou a gestante e constatou sete centímetros de dilatação, encaminhando-a para o pré-parto.

No entanto, o sofrimento não terminou ali. Segundo o relato, já internada, a jovem e a mãe enfrentaram novo descaso durante o monitoramento fetal.

“Pedi pra enfermeira ouvir o coração do bebê e ela fez isso de má vontade. Depois, quando pedi de novo, ela disse que só a enfermeira poderia fazer, mas estava em outro parto”, relatou.

A mãe afirma que percebeu a filha ficando sonolenta e insistiu novamente pelo exame, mas o pedido foi ignorado.

“Quando ela veio, já não ouviu mais o coração do meu amorzinho. Se tivessem feito a cesariana, não teria acontecido. Todos sabiam que a gravidez da minha filha era de risco”, desabafou.

Até o momento, a Secretaria de Estado de Saúde (SES-AM) não se manifestou oficialmente sobre o caso. O espaço segue aberto para esclarecimentos.

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