(Fotos: Lula Marques/Agência PT e Marcelo Camargo/Agência Brasil)
Manaus (AM) – O Partido dos Trabalhadores do Amazonas (PT-AM) celebrou, neste sábado (22), a prisão preventiva do ex-presidente Jair Bolsonaro, realizada pela Polícia Federal em Brasília. Nas redes sociais, o perfil oficial da sigla divulgou a foto de Bolsonaro chorando, acompanhada da frase “Bolsonaro é preso”. Na legenda, o partido escreveu: “Grande dia para o povo brasileiro! Bolsonaro é preso preventivamente pela PF nesta manhã — um marco na Justiça brasileira.”
A prisão do ex-presidente foi autorizada pelo ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), após a Polícia Federal informar que Bolsonaro tentou romper a tornozeleira eletrônica por volta de meia-noite, o que indicaria intenção de fuga. A decisão também apontou que uma vigília convocada pelo senador Flávio Bolsonaro (PL) poderia gerar tumulto e facilitar eventual evasão.
Viaturas descaracterizadas foram até o condomínio do Jardim Botânico, onde Bolsonaro cumpre prisão domiciliar desde agosto, e o conduziram à Superintendência da PF. O ex-presidente chegou ao local por volta das 6h35. Moraes determinou que o procedimento fosse realizado sem o uso de algemas e sem exposição pública.
O documento do STF detalha que o Centro de Monitoração do Distrito Federal registrou violação no equipamento eletrônico usado por Bolsonaro. A decisão afirma que isso evidencia a “intenção do condenado de romper a tornozeleira para garantir êxito em sua fuga”. Moraes também citou como agravante o fato de Alexandre Ramagem, condenado na mesma ação penal, ter fugido para os Estados Unidos.
A audiência de custódia está marcada para este domingo (23), por videoconferência, na Superintendência da PF. O ministro determinou ainda que Bolsonaro tenha acesso a atendimento médico integral e que visitas só ocorram com autorização prévia do STF — exceto advogados e equipe de saúde.
Condenado a 27 anos e três meses de prisão no processo que investiga a tentativa de golpe de Estado, Bolsonaro já estava submetido a uma série de restrições, como o uso de tornozeleira, proibição de acessar embaixadas, de manter contato com autoridades estrangeiras e de usar redes sociais direta ou indiretamente.
As penas dos envolvidos no caso devem começar a ser executadas nas próximas semanas.
LEIA MAIS:





