Manaus, 6 de julho de 2026
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Cenário

Audiência sobre escola indígena em Jutaí termina com denúncia de ‘obra inexistente’

Lideranças afirmam que fotos da prefeitura mostram construção realizada em outra região. As acusações constam na Ata da audiência realizada nessa quarta-feira (26).

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Audiência de conciliação acaba em denúncia contra a prefeitura de Jutaí por suposta omissão - Foto: (Reprodução/ Prefeitura de Jutaí/TJAM)

Brasília (DF) – Uma audiência de conciliação entre o Ministério Público Federal (MPF) e o município de Jutaí terminou com pendências nesta quarta-feira (26), após protesto de lideranças indígenas.

O caso faz parte da Ação Civil Pública n.º 1000692-40.2025.4.01.3201, que obriga a prefeitura a construir uma escola na aldeia Sororoca. Atualmente, a comunidade utiliza uma estrutura improvisada, considerada pelo MPF como “precária”.

A decisão judicial, assinada pela juíza Cristina Lazzari Souza e publicada no dia 2 de setembro pela Subseção Judiciária de Tabatinga-AM, deu ao município 60 dias para executar a obra, sob pena de multa diária de R$ 1.500, em caso de descumprimento.

Durante a audiência, a advogada Maria de Cássia Rabelo de Souza apresentou imagens de uma suposta construção em andamento na aldeia e solicitou mais 45 dias para que a obra seja entregue. O pedido foi aceito pela juíza.

No entanto, após a reunião, lideranças indígenas da comunidade informaram à magistrada que “não existe nenhuma obra sendo realizada” no local e que as imagens apresentadas são de outra construção, na região do Bacuri. O grupo ainda destacou que a construção no Bacuri não possui banheiro nem cadeiras adequadas. Veja o documento:

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Ata da audiência contra o município de Jutaí

Equívoco das lideranças indígenas?

Procurada, Maria de Cássia afirmou ao Portal AM1 que pode ter acontecido alguma confusão devido à semelhança entre as construções. A advogada pontuou que as obras estão acontecendo e que os documentos devem ser apresentados nos autos do processo.

“Só posso me reportar ao que efetivamente ocorreu em audiência e que foi gravado. (…) As construções nas duas aldeias Bacuri e Sororoca são bem parecidas e talvez as fotos tenham causado algum tipo de confusão,” disse a advogada.

A equipe solicitou imagens e documentos que comprovem o andamento da construção no local, mas a representante do município negou e pontuou que, “no final da obra todas as fotos e documentos constarão nos autos”. Veja nota da prefeitura:

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Nota da prefeitura de Jutaí sobre a construção das escolas

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