Divulgação
Manaus (AM) – A engenheira florestal Fabiana Rocha afirmou, durante o Programa AM1 Entrevista, do Portal AM1, que aplicar multas por descarte irregular de lixo no Amazonas seria ineficaz enquanto o governo não oferecer condições mínimas para a população cumprir as regras. Ela destacou que a falta de estrutura, coleta adequada e fiscalização impossibilita qualquer ação punitiva.
“Como é que vamos multar alguém se o próprio governo não faz o básico? É preciso ter condições para cobrar responsabilidade da população”, declarou.
Fabiana criticou ainda a situação dos lixões do interior do estado e o colapso do aterro de Manaus. “Nos 61 municípios, o que existe não é aterro: são lixões. Aqui em Manaus, o aterro virou um problema gigante porque não sabemos nem o que entra ali”, disse.
Para a conselheira, a mudança precisa começar pela combinação de informação, sensibilização e conscientização ambiental. “A população só vai entender a obrigação quando o processo for completo: primeiro informar, depois sensibilizar e, só então, cobrar de verdade”, afirmou.
Ela também apoiou iniciativas de incentivo, como bonificações e descontos para quem recicla. “Isso seria uma moeda de troca justa. A população precisa se sentir parte da solução, não apenas alvo de punição”, destacou.
Fabiana concluiu afirmando que o Amazonas precisa transformar o discurso ambiental em prática. “O Estado tem potencial para ser referência, mas ainda não entendeu que resíduos sólidos são uma pauta urgente”, finalizou.
Assista à entrevista na íntegra:
LEIA MAIS:





