Manaus, 6 de julho de 2026
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Manaus, 6 de julho de 2026

Cenário

Apenas 22% do eleitorado do Amazonas se dizem muito interessados em política

Levantamento mostra que só 22% dos eleitores acompanham política com alto interesse.

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(Foto: José Cruz/Agência Brasil)

Manaus (AM) – Apenas 22% dos eleitores do Amazonas afirmam ser muito interessados em política e assuntos do Estado, segundo pesquisa da ComuniDados realizada entre os dias 15 e 19 de dezembro de 2025.

O dado revela um cenário de baixo engajamento político, no qual a maioria da população acompanha o tema de forma superficial ou demonstra pouco interesse, influenciando diretamente o ambiente eleitoral e a forma como campanhas e candidaturas precisam se comunicar.

Conforme o levantamento, 58% dos entrevistados se enquadram em níveis médio ou baixo de interesse político: 32% dizem ser “mais ou menos interessados”, enquanto 26% se declaram pouco interessados. Outros 19% afirmam não ter nenhum interesse em política.

O resultado reforça o perfil de um eleitorado predominantemente reativo, que tende a tomar decisões eleitorais mais próximas do período da votação, motivado por estímulos concretos, como propostas práticas, percepção econômica e imagem dos candidatos, e não por alinhamentos ideológicos.

A pesquisa foi realizada por meio de 2.000 entrevistas telefônicas, com nível de confiança de 95% e margem de erro de 2,2 pontos percentuais, tendo como universo os eleitores do Estado do Amazonas.

Escolaridade influencia interesse político

O levantamento também indica que o nível de escolaridade é um fator determinante no interesse por política. Entre eleitores com ensino superior completo, o percentual de pessoas muito interessadas sobe significativamente, chegando a 49%. Já nas faixas de escolaridade mais baixas, o interesse permanece reduzido, o que exige estratégias de comunicação mais simples e objetivas para alcançar esses públicos.

Outro ponto destacado pela pesquisa é a presença de um contingente de eleitores fluídos, estimado entre 8% e 16%, que ainda não têm decisão consolidada e podem ser decisivos no resultado final da eleição. Esse grupo tende a responder mais à imagem dos candidatos, à rejeição ou aceitação pessoal e à capacidade de estabelecer conexão direta, reforçando a importância de campanhas focadas em clareza, proximidade e redução de rejeição.

O cenário desenhado pelo estudo indica que, em um estado onde apenas uma minoria demonstra alto interesse por política, vencer eleições passa menos por debates ideológicos e mais por comunicação eficiente, credibilidade pessoal e respostas concretas às preocupações cotidianas do eleitor.

 

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