(Foto: Cleuton Silva e Eder França/CMM
Manaus (AM) – O vereador de Manaus, Rodrigo Guedes (Progressistas), questionou, nesta segunda-feira (23), a presença virtual de Rosinaldo Bual (Agir) nas sessões plenárias da Câmara Municipal de Manaus. O presidente da Casa, David Reis (Avante), respondeu ao questionamento.
Na sessão plenária da Câmara Municipal de Manaus, Rosinaldo Bual, que foi preso preventivamente em operação do Ministério Público do Amazonas sobre supostas rachadinhas em seu gabinete, voltou a ser pauta no Legislativo municipal. O vereador foi solto e agora participa das sessões de forma virtual.
Em dezembro de 2025, a Justiça do Amazonas concedeu habeas corpus ao parlamentar. A decisão foi relatada pelo desembargador Jorge Lins, que substituiu a prisão por medidas cautelares.
Conforme a decisão, Rosinaldo Bual deve cumprir determinações como a manutenção do afastamento do cargo de vereador e a proibição de acessar ou frequentar as dependências da Câmara Municipal de Manaus. O parlamentar também não pode manter contato com investigados e testemunhas do processo. Bual está impedido de sair de Manaus sem autorização judicial e precisou entregar o passaporte em até 24 horas. Ele também utiliza tornozeleira eletrônica, com monitoramento na capital amazonense.
Como não pode comparecer presencialmente à Câmara Municipal de Manaus, Rosinaldo Bual passou a participar das sessões de forma virtual. A medida foi questionada por Rodrigo Guedes após a presença remota do parlamentar se tornar pública.
Rosinaldo Bual voltou a registrar presença nas sessões da Câmara Municipal de Manaus, segundo atas publicadas no site oficial do Legislativo, mesmo afastado do cargo por 120 dias por decisão judicial.
Documentos da Câmara, datados de 9, 10 e 11 de fevereiro, confirmam o registro de presença do parlamentar, inclusive no dia de abertura dos trabalhos legislativos, na segunda-feira (9). As atas também indicam participação nas sessões de terça-feira (10) e quarta-feira (11).
Apesar da participação virtual, a Justiça determinou o afastamento do exercício do mandato pelo prazo de 120 dias, período que ainda estaria em vigor.
Rodrigo Guedes questionou o presidente da Câmara, David Reis, sobre o motivo do registro de presença. Em resposta, Reis afirmou que Bual tem restrição de acesso ao plenário e, por isso, participa das sessões de forma virtual. O presidente explicou que, desde a pandemia de Covid-19, a Casa adota o sistema de participação remota.
David Reis também questionou se Rodrigo Guedes pretende cercear o direito do vereador afastado.
“Você quer que eu faça o quê? Que eu cesse o direito dele?”, concluiu David Reis.
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