Manaus, 7 de julho de 2026
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Manaus, 7 de julho de 2026

Cenário

Associação de praças questiona isonomia em decisões sobre atropelamentos

Nota pública compara prisão de PMs no Novo Aleixo com investigação sem pedido de preventiva em caso que vitimou Ângela Bulbol de Lima.

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(Foto: Reprodução e Divulgação)

Manaus (AM) – A Associação dos Praças da Polícia e Bombeiro Militar do Amazonas divulgou, nesta quarta-feira (25), nota pública em que repudia a diferença de tratamento adotada pelas autoridades em dois casos recentes de atropelamento registrados em Manaus, um envolvendo policiais militares e outro uma motorista de BMW acusada de atingir e matar a ex-professora da Universidade Federal do Amazonas, Ângela Bulbol de Lima.

No documento, a entidade afirma que houve disparidade na aplicação de medidas cautelares. Segundo a associação, dois soldados da Polícia Militar foram presos de forma célere após atropelarem dois cachorros no bairro Novo Aleixo, Zona Norte da capital. Os animais não resistiram aos ferimentos e morreram.

Já no caso ocorrido na última sexta-feira, em uma rua do condomínio Ephigênio Sales, na zona Centro-Sul da cidade, a condutora de uma BMW atropelou e matou Ângela Bulbol de Lima. De acordo com a APPBMA, até o momento não foi decretada prisão preventiva da motorista.

“Em episódio amplamente divulgado, policiais militares foram presos por envolvimento no atropelamento de dois animais, que infelizmente vieram a falecer, tendo suas prisões decretadas de forma célere. Já no caso do atropelamento que resultou na morte da senhora Ângela Bulbol, até o presente momento não houve a mesma medida cautelar aplicada à condutora envolvida”, diz trecho da nota.

A Polícia Civil informou, em comunicado, que investiga as circunstâncias do atropelamento da professora, mas não solicitou a prisão preventiva da condutora, cuja identidade ainda não foi oficialmente divulgada. Conforme a corporação, a motorista poderá responder por homicídio culposo, quando não há intenção de matar.

Na avaliação da APPBMA, não é possível relativizar responsabilidades, e a legislação deve ser aplicada de forma igualitária a todos os cidadãos. A entidade sustenta que, nos dois casos, deveria haver tratamento isonômico por parte das autoridades competentes, independentemente da condição profissional dos envolvidos.

Confira a NOTA:

“A APPBMAM – Associação das Praças da Polícia e Bombeiro Militar do Amazonas, vem a público manifestar profunda indignação diante da evidente sensação de desigualdade na aplicação da lei em casos recentes que chocaram a sociedade amazonense.

Em um episódio amplamente divulgado, policiais militares foram presos por envolvimento no atropelamento de 2 animais que infelizmente vieram a falecer, tendo suas prisões decretadas de forma célere. Já no caso do atropelamento que resultou na morte da senhora Ângela Bulbol, até o presente momento não houve a mesma medida cautelar aplicada à condutora envolvida.

Não se trata de minimizar qualquer fato ou relativizar responsabilidades. Toda vida importa. Todo excesso deve ser apurado. Toda conduta irregular deve ser investigada e punida nos termos da lei. No entanto, o que causa perplexidade é a aparente diferença de tratamento.

A sociedade questiona: por que em um caso a prisão é imediata e no outro não? Quais critérios estão sendo utilizados? A lei deve ser aplicada com isonomia, independentemente de quem esteja envolvido – seja agente público, seja cidadão comum.

A APPBMAM defende que haja rigor, transparência e igualdade na condução de todos os processos. A justiça não pode ter dois pesos e duas medidas. Se houver responsabilidade, que ela seja apurada e punida conforme determina a legislação. Mas que isso ocorra de forma equilibrada e coerente.

Reafirmamos nosso compromisso com a legalidade, com a valorização dos profissionais de segurança pública e, acima de tudo, com o princípio constitucional da igualdade perante a lei.

Manaus, 23 de fevereiro de 2026.”