A ofensiva resultou no cumprimento de oito mandados de prisão por crimes como lavagem de dinheiro, sonegação fiscal, estelionato, falsidade ideológica e falsificação de documentos. Segundo as investigações, o grupo estruturou um esquema que prometia altos rendimentos em aplicações financeiras, atraindo vítimas com a perspectiva de lucro rápido e seguro.
De acordo com a polícia, a empresa utilizada no golpe convencia os interessados a contrair empréstimos bancários para investir no suposto negócio. Nos primeiros meses, as parcelas prometidas eram pagas, criando uma falsa sensação de credibilidade. Depois disso, os repasses eram interrompidos, deixando as vítimas com dívidas e prejuízos financeiros.
A apuração revelou que a organização era dividida em três núcleos. O núcleo diretivo comandava a empresa envolvida e coordenava tanto a captação de vítimas quanto a estruturação do golpe. O núcleo operacional ficava responsável pelo atendimento às vítimas, formalização de contratos fraudulentos e execução das transações financeiras. Já o núcleo de lavagem de dinheiro tinha a função de movimentar e ocultar os valores obtidos ilegalmente, inserindo-os no sistema financeiro com aparência de legalidade.
Além de Anderson Ricardo, também são considerados foragidos Carlos Augusto da Silva Freitas e Emanuelle Rosa Ramos dos Santos. Foram presos Adrião Severiano Nunes Junior, Bruno Muniz Rodrigues, Carla Castro da Silva, Gabriel Azevedo da Fonseca, João Pedro Guimarães de Araújo, Raquel Souza da Silva, Tayana Graça da Silva Ale e Tony Philip Ferreira da Silva.
Os mandados foram cumpridos em Manaus e no Rio de Janeiro. Durante a operação, os policiais apreenderam 32 veículos, armas de fogo, munições, documentos e equipamentos eletrônicos que devem auxiliar no aprofundamento das investigações.
O caso também teve repercussão política. Anderson Ricardo era filiado ao Partido Liberal (PL) no Amazonas. Na tarde de quarta-feira (25), a diretoria regional da legenda anunciou a expulsão do pastor, afirmando que ele “não atende aos valores e diretrizes do partido”. Segundo o partido, a decisão foi comunicada imediatamente ao Tribunal Regional Eleitoral do Amazonas (TRE-AM).
O pastor havia se filiado ao partido no fim do ano passado e chegou a anunciar pré-candidatura a deputado estadual. A Polícia Civil informou que as investigações continuam e não descarta novas fases da operação.