Manaus, 7 de julho de 2026
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Cenário

Prefeitura de Careiro da Várzea tem 15 dias para conter risco de poluição

Recomendação exige instalação de lixeiras, barreiras de contenção e remoção imediata de resíduos depositados à margem do rio.

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(Foto: Divulgação)

Manaus (AM) – Diante do risco iminente de que resíduos sólidos sejam arrastados para o rio e provoquem grave poluição ambiental, o Ministério Público do Estado do Amazonas (MPAM) instaurou um Procedimento Administrativo para fiscalizar e acompanhar a situação em Careiro da Várzea.

A medida foi adotada pela Promotoria de Justiça da comarca após a constatação de que o lixo acumulado em uma plataforma à margem do rio está depositado sem contenção adequada, o que aumenta o risco de contaminação do curso d’água, especialmente em períodos de cheia.

Na portaria que oficializa a iniciativa, o Ministério Público ressalta que a Constituição Federal assegura o direito ao meio ambiente ecologicamente equilibrado e estabelece que a saúde é direito de todos e dever do Estado. O órgão reforça que tem como atribuição institucional a defesa da ordem jurídica e dos interesses coletivos, incluindo a proteção ambiental.

O procedimento também tem como objetivo monitorar o cumprimento da Ação Civil Pública (ACP) nº 0600352-53.2021.8.04.3600, que trata da elaboração e implementação do Plano Municipal de Gestão Integrada de Resíduos Sólidos. O processo está em tramitação em instância superior após recurso apresentado pelo Município.

Como providência inicial, o MP vai expedir Recomendação Administrativa ao prefeito, concedendo prazo de 15 dias para a adoção de medidas emergenciais. Entre elas estão a instalação imediata de lixeiras adequadas na plataforma, a implementação de barreiras ou sistemas de contenção para impedir que o lixo seja levado para o rio e a remoção dos resíduos já depositados na área considerada de risco.

Segundo o órgão ministerial, as medidas são fundamentadas nos princípios da prevenção e da precaução ambiental, previstos na legislação federal, e podem ser exigidas independentemente do andamento da ação judicial.

A assessoria jurídica da Promotoria foi designada para acompanhar o caso, que será publicado no Diário Oficial do MPAM. Caso as recomendações não sejam cumpridas dentro do prazo estabelecido, novas providências poderão ser adotadas, inclusive na esfera judicial.

Confira o documento: