(Foto: Geraldo Magela /Agência Senado)
Manaus (AM) – A intensificação do conflito no Oriente Médio tem ampliado a preocupação com a dependência brasileira da importação de fertilizantes. Diante desse cenário, o senador Plínio Valério criticou os entraves ambientais que ainda impedem o início da exploração do projeto Potássio de Autazes, no Amazonas.
Segundo o parlamentar, o aumento nos preços dos fertilizantes, que já ultrapassa 30% desde o início do conflito com o Irã, pode impactar diretamente o agronegócio, pressionar a inflação e encarecer os alimentos no país.
Plínio Valério defende que a exploração da mina em Autazes poderia representar uma virada econômica para o Amazonas, além de reduzir a dependência externa. A estimativa é que o projeto seja capaz de suprir cerca de 20% da demanda nacional por fertilizantes.
“Com 15 anos de atraso, o projeto de exploração da mina de potássio de Autazes poderia gerar um boom de desenvolvimento para o Amazonas, com previsão de construção de um porto fluvial, geração de 17 mil empregos diretos e indiretos, investimento bilionário e cerca de 30 programas socioeconômicos previstos em acordo com as aldeias Mura para destravar o pacote de 21 licenças ambientais concedidas pelo IPAAM em 2025”, afirmou o senador.
O parlamentar também criticou a atuação de organizações que, segundo ele, teriam contribuído para barrar o avanço do projeto ao longo da última década. Ele argumenta que comunidades indígenas fora da área diretamente impactada foram utilizadas para contestar a exploração.
Atualmente, cerca de 95% do potássio utilizado no Brasil é importado de países como Canadá, Rússia, Bielorrússia, Alemanha e Israel. Em 2025, o consumo nacional chegou a 49 milhões de toneladas, sendo 43 milhões provenientes do exterior.
“Olha a ironia: grande parte do potássio que o Brasil importa vem do Canadá, mas poderia ser produzido no Amazonas, em Autazes, onde a exploração é impedida sob a alegação de impacto em áreas indígenas. No Canadá, isso acontece inclusive em áreas indígenas. Lá exploram e vendem para nós. É lamentável”, criticou.
O senador também direcionou críticas a órgãos ambientais e ao governo federal.
“Tudo isso está acontecendo porque o Ibama, o Ministério do Meio Ambiente, Marina Silva e companhia nos impedem de usufruir de uma riqueza que Deus nos deu. É triste ver o Brasil se manter de joelhos diante desse cenário”, concluiu.
(*) Com informações da Assessoria
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