Em tom crítico, Eron sustenta que há passivos ocultos nas contas públicas e cobra mais transparência por parte da gestão atual. Para o pré-candidato, a falta de clareza fiscal compromete não apenas o presente, mas também a capacidade de planejamento do estado, especialmente em um possível mandato tampão.
Outro eixo central do discurso é o abandono histórico do interior amazonense. Eron afirma que pretende direcionar esforços para regiões fora da capital, alegando que sucessivas gestões negligenciaram demandas básicas de comunidades que seguem à margem das políticas públicas.
A crítica reforça um diagnóstico recorrente no estado: a concentração de investimentos em Manaus em detrimento do restante do território.
Além disso, o ex-deputado aponta que sua pré-candidatura também cumpre um papel estratégico de reorganização política. Ele defende o fortalecimento do PCdoB no Amazonas e destaca que articulações seguem em curso dentro da Federação Brasil da Esperança, em busca de alianças que sustentem uma candidatura competitiva.
O movimento não é isolado. Eron já havia disputado espaço político recentemente ao se lançar pré-candidato à Prefeitura de Manaus em 2024, mas acabou retirando seu nome após decisão da federação, que optou por outro candidato. Na ocasião, suas propostas giraram em torno da bioeconomia e do combate à fome, temas que, ao que tudo indica, devem retornar ao centro de seu discurso nesta nova tentativa.
Apesar do anúncio, o desafio permanece: transformar críticas em viabilidade política concreta em um ambiente ainda indefinido e marcado por disputas internas e externas.