Manaus, 6 de julho de 2026
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Cenário

UFAM repudia ‘violência política’ após confusão de Coronel Rosses com professor e estudantes

Instituição classificou episódio envolvendo o vereador de direita como ameaça ao ambiente democrático e ao pensamento crítico.

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(Foto: Divulgação /UFAM e reprodução /Redes sociais)

Manaus (AM) – O Conselho Universitário da Universidade Federal do Amazonas divulgou uma nota oficial de repúdio após os episódios de tensão registrados na última terça-feira (5), nos espaços do Instituto de Filosofia, Ciências Humanas e Sociais (IFCHS) e da Faculdade de Educação (FACED), em meio à visita do vereador Coronel Rosses ao campus universitário.

No documento, o CONSUNI classificou o episódio como uma “agressão direta aos pilares do Estado Democrático de Direito e à autonomia universitária”. A universidade afirma que houve “atos de intimidação” praticados por manifestantes externos acompanhados do parlamentar municipal, além de embates com membros da comunidade acadêmica.

A nota destaca que a Constituição Federal assegura às universidades autonomia didático-científica, administrativa e patrimonial, além da liberdade de aprender, ensinar, pesquisar e divulgar o pensamento. Segundo o texto, “atos que tentam silenciar ou constranger o pensamento crítico são ilegais e antipedagógicos”.

O caso ganhou repercussão após vídeos e relatos circularem nas redes sociais, mostrando uma discussão acalorada entre o vereador e o professor e sociólogo Luiz Antônio Nascimento de Souza. De acordo com testemunhas, durante o debate, o parlamentar teria elevado o tom de voz e apontado o dedo em direção ao docente, enquanto estudantes reagiam ao episódio com manifestações e vaias.

Na manifestação oficial, o CONSUNI também saiu em defesa do professor e dos estudantes presentes durante o ocorrido. “A UFAM é um espaço democrático, plural e referenciado socialmente”, afirma o documento, acrescentando que a instituição “não permitirá que forças externas vilipendiem a liberdade acadêmica ou tentem transformar a Universidade em arena de vandalismo e intolerância”.

O conselho universitário informou ainda que a instituição poderá adotar medidas legais para garantir a segurança da comunidade acadêmica e preservar a autonomia universitária.

Reitoria também se posiciona

Em resposta ao caso, a Reitoria da Universidade Federal do Amazonas também divulgou uma nota oficial.

A administração da universidade afirmou que o ambiente acadêmico deve ser preservado como espaço de pluralidade e livre debate, reforçando que “não tolerará que a força ou o cerceamento substituam o diálogo ético e o confronto democrático de ideias”.

A nota também ressalta que discursos de ódio, agressões e qualquer forma de censura são considerados inaceitáveis pela instituição. Segundo a Reitoria, já foram iniciados procedimentos apuratórios para identificar responsabilidades e analisar possíveis irregularidades relacionadas ao episódio.

“A apuração administrativa focará na identificação dos responsáveis e na análise de condutas que desrespeitem a dignidade humana ou atentem contra a integridade institucional”, informou a universidade.

A Reitoria destacou ainda que o exercício profissional de servidores deve ser respeitado e afirmou que autoridades competentes poderão ser acionadas diante de possíveis violações. O posicionamento reforça que a segurança da comunidade acadêmica é prioridade e que a UFAM seguirá “vigilante e firme na defesa do Estado Democrático de Direito dentro de seus campi”.

O episódio repercutiu no cenário político amazonense e levou parlamentares a se posicionarem publicamente em defesa da universidade e da liberdade acadêmica. Confira.

Confira as NOTAS de repúdio:

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