Manaus, 6 de julho de 2026
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Manaus, 6 de julho de 2026

Cenário

Ufam rebate denúncias e diz que concurso indígena segue critérios legais

Lideranças apontam exclusão em edital, enquanto universidade afirma que processo foi construído com participação indígena.

(Foto: Divulgação/UFAM)

Manaus (AM) – A Universidade Federal do Amazonas (Ufam) se manifestou após críticas de lideranças indígenas sobre o concurso público para professores do Instituto Intercultural do Rio Negro, em São Gabriel da Cachoeira. A reitoria afirma que o processo segue critérios legais e foi elaborado com participação de organizações indígenas.

As contestações partem de entidades e candidatos que alegam que o edital estabelece exigências que podem limitar o acesso de indígenas às vagas. Entre os pontos levantados está a não aceitação de determinadas formações acadêmicas obtidas dentro da própria universidade como requisito em algumas áreas.

Outro questionamento envolve regras que, segundo os denunciantes, restringem a participação simultânea em vagas destinadas a ações afirmativas e ampla concorrência, o que reduziria as chances de candidatos indígenas no certame.

Diante das críticas, a reitora Tanara Lauschner declarou que a construção do edital contou com reuniões e consultas públicas junto à Federação das Organizações Indígenas do Rio Negro (Foirn) e outras representações locais. A gestão sustenta que houve diálogo prévio para definir os critérios da seleção.

Etapas do concurso

A universidade também informou que etapas do concurso devem ocorrer no próprio município, como forma de facilitar o acesso dos candidatos da região. A instituição prevê ainda apoio logístico para a realização das provas no interior.

O caso evidencia divergências sobre os critérios adotados no processo seletivo e levanta debate sobre inclusão e reconhecimento acadêmico dentro das políticas voltadas aos povos indígenas no ensino superior.

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