Manaus, 7 de julho de 2026
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Manaus, 7 de julho de 2026

Cidades

Paralisação pelo fim da escala 6×1 trava Manaus e afeta milhares de pessoas

Rodoviários cruzaram os braços, lotaram terminais e provocaram congestionamentos em vias estratégicas da capital

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(Foto: Divulação/Usuários do transporte público)

Manaus (AM) – Uma paralisação surpresa dos rodoviários em apoio ao fim da escala de trabalho 6×1 provocou transtornos no transporte coletivo e congestionamentos em Manaus na manhã desta quarta-feira (27). O protesto afetou milhares de passageiros, com registros de terminais lotados, longas caminhadas e retenções em vias como a avenida Constantino Nery.

O movimento começou nas primeiras horas do dia e atingiu principalmente o Terminal de Integração 1 (T1), na região central da cidade. Com a interrupção temporária da circulação de ônibus, passageiros precisaram descer dos coletivos e seguir viagem a pé para chegar ao trabalho, escolas e outros compromissos.

Segundo os organizadores, a mobilização teve como objetivo pressionar pela aprovação da Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que prevê mudanças na jornada de trabalho 6×1, modelo em que o trabalhador atua seis dias consecutivos para ter apenas um de descanso.

O presidente do Sindicato dos Rodoviários de Manaus, Givancir Oliveira, convocou os trabalhadores para aderirem ao movimento.

“Começou a guerra pelo fim da escala 6×1”, afirmou em mensagem direcionada à categoria.

Veja os vídeos registrados no início da manhã:

Além dos rodoviários, representantes da Central Única dos Trabalhadores (CUT), Sindplast e Sindipetro participaram da manifestação. Em Manaus, o ato coincidiu com a retomada da discussão sobre a PEC no Congresso Nacional.

Durante o protesto, centenas de ônibus ficaram retidos temporariamente, ampliando o impacto sobre o trânsito em bairros como São Geraldo, Chapada e São Jorge.

A paralisação durou pouco mais de uma hora e o sistema começou a ser normalizado ainda pela manhã. Apesar disso, os reflexos permaneceram por horas em diferentes regiões da capital.

A PEC discutida no Congresso prevê redução gradual da jornada semanal de trabalho, chegando a 40 horas semanais com dois dias de descanso remunerado.

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