Manaus, 6 de julho de 2026
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Cenário

Pré-candidato ao Governo do Amazonas critica proposta de redução da maioridade penal

Na avaliação do pré-candidato, o encarceramento tem sido apresentado como resposta para uma crise social que, segundo ele, não foi solucionada pelos governos nem pelos setores econômicos dominantes.

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(Foto: Marcello Casal Jr./Agência Brasil)

Manaus (AM) – O pré-candidato ao Governo do Amazonas pelo Partido Socialista dos Trabalhadores Unificado (PSTU), Gilberto Vasconcelos, afirmou ser contrário à redução da maioridade penal e classificou a proposta como uma medida que não enfrenta as causas dos problemas vividos pela juventude brasileira. Durante entrevista à TV Band Amazonas, divulgada nessa sexta-feira (19), o professor argumentou que a ampliação do encarceramento não oferece soluções para questões relacionadas à educação, emprego e perspectivas de futuro para os jovens.

Ao comentar o tema, Vasconcelos afirmou que as correntes políticas que hoje disputam espaço no cenário nacional não conseguiram apresentar respostas para os problemas estruturais enfrentados pela população. Segundo ele, a proposta de reduzir a idade para responsabilização criminal surge como uma alternativa diante da incapacidade de resolver questões sociais mais profundas.

Na avaliação do pré-candidato, o encarceramento tem sido apresentado como resposta para uma crise social que, segundo ele, não foi solucionada pelos governos nem pelos setores econômicos dominantes.

“Nem a direita, a ultradireita, tem solução para os problemas graves que o sistema capitalista passa e nem a esquerda reformista, essa esquerda do sistema que já governou 17 anos, mudou a estrutura do país ou melhorou a vida da população”, afirmou.

Crítica ao encarceramento da juventude

Durante a entrevista, Vasconcelos declarou que a redução da maioridade penal significaria ampliar o número de jovens inseridos no sistema prisional sem oferecer alternativas concretas para seu desenvolvimento social e profissional.

Segundo ele, o debate sobre segurança pública não pode ser desvinculado das condições de vida enfrentadas pela juventude, especialmente em áreas como educação, formação profissional e geração de emprego.

Para o pré-candidato, a proposta não resolve os fatores que levam muitos jovens a situações de vulnerabilidade social.

“Sou radicalmente contra a redução da idade penal porque essa é uma maneira de colocar a juventude na cadeia e não oferecer nada em troca”, declarou.

Educação e falta de perspectivas

Ao justificar sua posição, Gilberto Vasconcelos apontou problemas na educação pública como um dos principais obstáculos enfrentados pelos jovens. Segundo ele, a qualidade do ensino oferecido no Amazonas está aquém das necessidades da população e limita as oportunidades de desenvolvimento das novas gerações.

O pré-candidato afirmou que a juventude recebe uma formação insuficiente e encontra dificuldades para ingressar no mercado de trabalho em condições que permitam crescimento profissional e melhoria das condições de vida.

Na avaliação de Vasconcelos, a ausência de investimentos adequados em educação e qualificação profissional contribui para a falta de perspectivas entre os jovens.

“Basta a gente ver o que se faz com a educação aqui no estado do Amazonas. Essa é a preparação que essa classe dominante dá para a nossa juventude: uma péssima educação e uma péssima formação profissional”, afirmou.

Falta de políticas de emprego

Outro ponto destacado pelo pré-candidato foi a ausência de políticas públicas voltadas à geração de empregos capazes de oferecer perspectivas de ascensão social para a juventude.

Segundo ele, muitos jovens enfrentam dificuldades para encontrar oportunidades de trabalho que garantam estabilidade e condições de construir um projeto de vida.

Vasconcelos argumentou que, sem investimentos em educação, qualificação e emprego, a redução da maioridade penal se transforma em uma medida punitiva voltada justamente para aqueles que, segundo ele, são vítimas das desigualdades sociais.

“Não tem projeto de geração de emprego com condições de ter mobilidade social para que a juventude tenha um futuro decente”, disse.

Medida não enfrentaria as causas do problema, diz pré-candidato

Ao concluir sua resposta, Gilberto Vasconcelos afirmou que a redução da maioridade penal não ataca as origens dos problemas enfrentados pela juventude e acaba direcionando para o sistema prisional jovens que, segundo ele, deveriam receber mais oportunidades educacionais, profissionais e sociais.

Para o pré-candidato, o debate sobre segurança pública precisa considerar questões relacionadas à educação, emprego e desenvolvimento social, em vez de priorizar apenas medidas de endurecimento penal.

 

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