Manaus, 7 de julho de 2026
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Cenário

‘Quando nós precisamos, a Venezuela nos ajudou’ diz Renato Junior ao anunciar ajuda humanitária

Prefeito de Manaus afirmou que o envio de mantimentos também representa um gesto de gratidão pelo apoio recebido durante a crise de oxigênio na pandemia.

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(Foto: Carlos Oliveira/Gabinete Prefeito)

Manaus (AM) – O prefeito de Manaus, Renato Junior (Avante), anunciou, neste sábado (27), o envio de ajuda humanitária à Venezuela após o terremoto que atingiu o país. Durante o pronunciamento, ele afirmou que a iniciativa também representa um gesto de gratidão pelo apoio prestado ao Amazonas durante a crise de oxigênio enfrentada no período da pandemia de Covid-19.

Segundo o prefeito, a Venezuela enviou oxigênio ao Amazonas quando hospitais da rede estadual enfrentaram desabastecimento. Renato Junior ressaltou que não houve falta de oxigênio nas Unidades Básicas de Saúde administradas pela Prefeitura de Manaus, mas destacou a solidariedade do país vizinho naquele momento.

“Nós tínhamos que fazer, nesse momento, essa ação humanitária ao povo da Venezuela e dizer também que no momento que o povo do Amazonas mais precisou na Covid-19, que foi a falta de oxigênio que se abateu sobre os hospitais do governo do estado, a Venezuela foi solidária e mandou oxigênio ao povo do Amazonas”, disse Renato.

O prefeito informou que a primeira remessa inclui mais de 500 colchões, 10 mil cestas básicas, milhares de litros de água, medicamentos e kits de higiene. Ele também determinou que os secretários mantenham contato institucional com os prefeitos das cidades atingidas para avaliar novas necessidades.

“Hoje está indo mais de 500 colchões, 10 mil cestas básicas, milhares e milhares de litros de água, medicamentos, kit higiênico, mas determinei aos meus secretários que nós continuássemos e mantivéssemos a relação institucional e os contatos institucionais com os prefeitos das cidades, que estão todas atingidas, para que, caso precise de mais alguma coisa, Manaus, a Prefeitura de Manaus estará de braços abertos para ajudar”, declarou.

Renato Junior fez um apelo para que indústrias, instituições de classe, organizações da sociedade civil e o Governo do Amazonas participem da mobilização. Segundo ele, o momento exige união em torno da assistência às vítimas. “Esse não é um momento de política, esse é um momento de ajudar, de servir”, pontuou.

O prefeito também agradeceu às igrejas, às representações de venezuelanos residentes em Manaus e aos voluntários que estão colaborando com a organização e o armazenamento das doações. Ele manifestou solidariedade às autoridades e à população das cidades afetadas pelo terremoto.

Os mantimentos começaram a ser enviados no mesmo dia do anúncio. De acordo com Renato Junior, a maior parte da carga seguirá em caminhões do Exército até Santa Elena de Uairén e Pacaraima. A partir desse ponto, o transporte ficará sob coordenação do Itamaraty, conforme os protocolos diplomáticos entre os dois países.

“Quanto antes a gente mandar, menos sofrimento e mais rápido o sofrimento vai estancar. Então estamos mandando hoje através, a maior parte está indo hoje através do Exército, segunda-feira estaremos mandando o restante com outros caminhões”, disse o prefeito de Manaus.

Questionado sobre a continuidade da iniciativa, o prefeito afirmou que a Prefeitura de Manaus permanecerá recebendo e intermediando doações de pessoas, empresas e instituições, além de oferecer apoio para profissionais que desejem contribuir com a ação humanitária.

“A Prefeitura de Manaus, através da Semasc e da Defesa Civil, está aqui pronta para receber, acolher e destinar ao destino necessário e correto que é as pessoas atingidas por esse terremoto”, finalizou.

 

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