(Foto: Bruno Leão/Sedecti)
Manaus (AM) – A balança comercial do estado do Amazonas apresentou variações significativas nos indicadores de comércio exterior entre os meses de maio de 2025 e maio de 2026. Os dados, extraídos dos registros do Portal do Planejamento, demonstram alterações tanto no volume financeiro das transações quanto na pauta de produtos e na rede de parceiros internacionais que movimentam a economia local.
Em maio de 2025, o Amazonas registrou um total de US$ 58,54 milhões em exportações. No mesmo período de 2026, esse valor cresceu para US$ 102,75 milhões. As importações também registraram aumento no intervalo de um ano. Em maio de 2025, o montante importado foi de US$ 1,42 bilhão, passando para US$ 1,69 bilhão em maio de 2026.
Como resultado dessas movimentações, o saldo da balança comercial, que era negativo em US$ 1,36 bilhão em maio de 2025, atingiu a marca de US$ 1,58 bilhão negativo em maio de 2026. A corrente de comércio, que soma as importações e exportações, também acompanhou a tendência de alta. O valor de US$ 1,48 bilhão registrado em maio de 2025 subiu para US$ 1,79 bilhão em maio de 2026.
A mudança no perfil dos produtos de destaque nas exportações foi um dos fatores determinantes entre os dois anos. Em maio de 2025, o ferronióbio, com destino à China, figurou como o principal destaque, representando 92,50% da exportação e um valor de US$ 8,46 milhões. Já em maio de 2026, o destaque da pauta exportadora passou a ser o ouro em outras formas semimanufaturadas, enviado principalmente para a Alemanha, totalizando 99,88% da exportação e alcançando US$ 17,66 milhões.
Quanto aos parceiros de exportação, o cenário também passou por transformações. Se em maio de 2025 a China liderava com o ferronióbio e a Colômbia aparecia com outras preparações alimentícias, em maio de 2026 a Alemanha assumiu a dianteira com o ouro, seguida pela China, que permaneceu como parceira relevante com o ferronióbio, correspondendo a 84,81% da exportação e US$ 14,33 milhões.
No setor de importações, a origem dos produtos apresentou mudanças relevantes. Em maio de 2025, a China era o principal parceiro na importação de outros suportes gravados, com 16,74% de participação e valor de US$ 108,49 milhões, seguida pelos Estados Unidos, com copolímeros de etileno, somando 28,21% e US$ 33,73 milhões. Para maio de 2026, a China manteve a importação de outros suportes gravados, com 15,76% e US$ 91,53 milhões, enquanto a Rússia passou a figurar com destaque na importação de óleos de petróleo, representando 99,60% e totalizando US$ 164,65 milhões.
A atuação dos municípios na balança comercial também reflete as dinâmicas de cada ano. Em maio de 2025, Presidente Figueiredo destacou-se pela exportação de ferro-ligas para a China, enquanto Itacoatiara exportou madeira serrada para os Estados Unidos. No campo das importações, Itacoatiara foi o principal município importador de óleos de petróleo vindos da Rússia, no valor de US$ 6,61 milhões, enquanto Silves importou bombas para líquidos do Japão, com US$ 1,87 milhão.
Já em maio de 2026, Presidente Figueiredo manteve relevância nas exportações de ferro-ligas para a China, com US$ 14,33 milhões. Tefé surgiu como novo destaque exportador, enviando cocos e castanha do Brasil para a Argélia, com valor de US$ 489,06 mil. No que tange às importações de maio de 2026, Itacoatiara continuou importando óleos de petróleo da Rússia, alcançando US$ 18,01 milhões. Coari também registrou movimentação com a importação de artefactos de construções vindos dos Estados Unidos, totalizando US$ 1,69 milhão.
Os números detalhados em cada edição mensal compõem a série histórica da balança comercial do Amazonas, fornecendo os dados para o acompanhamento sistemático dessas transações internacionais que conectam os municípios do estado aos mercados globais. As informações continuam disponíveis para consulta detalhada através dos canais oficiais do planejamento estadual, permitindo a verificação contínua das oscilações de valores e preferências comerciais de cada período.
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