Manaus, 27 de agosto de 2026
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Manaus, 27 de agosto de 2026

Cenário

‘Pode tirar o cavalinho da chuva, que o empréstimo não vai sair’, diz Marcelo Ramos após revés de Roberto Cidade na Justiça

Ex-deputado reage à suspensão judicial da operação de R$ 1,4 bilhão e questiona retomada do financiamento às vésperas da eleição.

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(Foto: Danilo Mello/Aleam)

Manaus (AM) – A suspensão pela Justiça Federal da tramitação do empréstimo de R$ 1,462 bilhão pretendido pelo Governo do Amazonas aumentou a pressão política sobre o governador Roberto Cidade (União Brasil). Em vídeo publicado nas redes sociais, o ex-deputado federal Marcelo Ramos voltou a questionar o momento da operação e acusou a atual gestão de tentar ampliar a disponibilidade de recursos do Estado em pleno período eleitoral.

O ponto explorado pelo ex-deputado é a cronologia do empréstimo. Segundo Marcelo Ramos, a autorização legislativa ocorreu em 7 de janeiro de 2025, mas a operação permaneceu cerca de 15 meses sem avançar e voltou a tramitar após Roberto Cidade assumir o Governo do Amazonas.

“Esse empréstimo teve autorização legislativa no dia 7 de janeiro de 2025, passou 15 meses parado e voltou a tramitar tão logo após a posse do atual governador”, afirmou.

A declaração também sustenta que, um dia depois da posse de Cidade, o governo encaminhou uma alteração na legislação relacionada à operação. Para o ex-deputado, as mudanças reduziram salvaguardas e obrigações anteriormente previstas para a contratação.

Folga no caixa entra no centro da discussão

Outro ponto levantado por Marcelo Ramos envolve a destinação do dinheiro. Segundo ele, documentos técnicos do governo indicam que os recursos seriam destinados a fundos estaduais ligados a áreas como infraestrutura, habitação e parcerias público-privadas.

O ex-deputado relaciona essa previsão a declarações sobre a possibilidade de a operação ampliar a disponibilidade financeira do Tesouro estadual.

Na avaliação de Marcelo Ramos, colocar dinheiro do empréstimo nesses fundos permitiria substituir recursos próprios que já seriam destinados às mesmas áreas, liberando dinheiro do Tesouro para outras despesas.

“Claramente o objetivo desse empréstimo não é melhorar as contas do Estado. É liberar dinheiro para o governador tampão tentar fazer campanha e tentar a reeleição”, declarou.

Marcelo questiona escolha do banco

O ex-deputado também colocou sob questionamento as condições financeiras negociadas pelo governo.

Marcelo afirmou que o Estado teria recebido uma proposta de financiamento mais barata da Caixa Econômica Federal, mas optado pela operação com o Banco do Brasil.

O ex-parlamentar ainda questionou a carência de 12 meses prevista para o pagamento e argumentou que a medida deixaria as primeiras parcelas para depois do atual período de governo.

Suspensão aumenta pressão sobre Cidade

A suspensão do empréstimo ocorre em um momento politicamente sensível para o governador Roberto Cidade. A operação de R$ 1,462 bilhão, retomada durante sua gestão e em período eleitoral, agora depende dos próximos desdobramentos na Justiça Federal.

A decisão coloca em evidência pontos relacionados à contratação, como a destinação dos recursos, as condições financeiras da operação e o momento escolhido pelo Governo do Amazonas para avançar com o financiamento.

A Justiça ainda deverá analisar as manifestações das partes antes de decidir sobre a continuidade da operação. Até lá, a tramitação permanece temporariamente suspensa.

Com o impasse judicial, o empréstimo deixa de ser apenas uma questão financeira e ganha peso político durante a campanha, ampliando a pressão sobre Roberto Cidade para explicar a necessidade e as condições de uma operação bilionária em período eleitoral.

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