Roberto Cidade. (Foto: Divulgação/ Assessoria)
Manaus (AM) – O empréstimo de R$ 1,462 bilhão pretendido pelo Governo de Roberto Cidade junto ao Banco do Brasil foi questionado pelo candidato ao Governo do Amazonas Cabo Daciolo durante entrevista ao Portal AM1, no programa Cenário Político, na última quarta-feira (2). Daciolo levantou dúvidas sobre a destinação dos recursos caso a operação seja liberada e questionou se o dinheiro chegará à população mais carente ou será usado durante a campanha.
“Nunca chegou, Varão. Nunca chegou”, afirmou o candidato. Na sequência, Daciolo defendeu que o Amazonas possui capacidade financeira e citou uma arrecadação estadual de R$ 187 bilhões.
O candidato também criticou a aplicação de recursos públicos em áreas como saúde e educação. Segundo ele, embora haja investimentos, os serviços ainda apresentam problemas. Na saúde, citou a fila do CISREG e afirmou que pacientes não são atendidos. Também mencionou a situação de crianças recém-nascidas que, segundo ele, não teriam atendimento neonatal.
“Isso em 62 municípios. Por onde você fala, o questionamento é a saúde, é a vida. Uma criança recém-nascida, o neonatal não tem. Então, são coisas básicas”, declarou.
Na educação, Daciolo afirmou que o Estado teria realizado investimentos de R$ 4 bilhões, mas ainda apresentaria, segundo ele, o pior índice do país. “Então, o que o governo mostra na TV, tá longe da realidade dos municípios. O próprio povo, se eles ouvissem o povo, iam visualizar isso tudo que nós estamos falando aqui. Segurança Pública”, disse.
Ao abordar a situação econômica do Amazonas, o candidato também citou o faturamento da Zona Franca de Manaus e destacou a necessidade de atenção ao setor primário. Daciolo afirmou que existem 300 mil famílias que não são assistidas e defendeu investimentos para a população.
A manifestação ocorreu enquanto o financiamento enfrenta uma disputa na Justiça. Na quinta-feira (3), a presidente do Tribunal Regional Federal da 1ª Região (TRF-1), desembargadora Maria do Carmo Cardoso, negou o pedido do Governo do Amazonas para derrubar a decisão que bloqueou o avanço da operação de crédito.
Com a decisão, permanecem as determinações do juiz Ricardo Augusto Sales, da 3ª Vara Federal Cível do Amazonas, que suspendeu o andamento do empréstimo. O governo havia argumentado que o financiamento já tinha passado por controles técnicos estaduais e federais e que a paralisação poderia provocar prejuízos, inclusive pelo risco de a contratação não ser concluída dentro dos prazos aplicáveis às operações de crédito no fim do mandato.
A presidente do TRF-1, porém, considerou que o Estado não demonstrou prejuízo concreto suficiente para justificar a liberação imediata do financiamento.
LEIA MAIS:





