Manaus, 8 de setembro de 2026
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Manaus, 8 de setembro de 2026

Cenário

Cabo Daciolo promete romper com grupo político e critica gestão do AM

Candidato ao governo critica “cruzeteiros” e ataca Wilson, Cidade e nomes que, segundo ele, buscam se perpetuar no poder.

Candidato ao Governo do Amazonas Cabo Daciolo. (Foto: print da entrevista ao Portal AM1)

Manaus (AM) — O candidato ao Governo do Amazonas pelo Mobiliza, Cabo Daciolo, afirmou que pretende romper com o grupo político que, segundo ele, domina o Estado há anos. Em entrevista ao programa Cenário Político, do Portal AM1, o ex-deputado federal criticou as gestões de Wilson Lima e Roberto Cidade e também direcionou ataques a Omar Aziz, Eduardo Braga e David Almeida.

Daciolo afirmou que o Amazonas precisa de uma mudança na forma de administrar o Estado e disse que sua candidatura representa uma alternativa aos grupos políticos tradicionais.

“O atual governador, o Cidade, (…) vem como o garoto do Wilson, que simplesmente acabou com o Estado sem fazer nenhuma obra em seu governo”, declarou.

Saúde é alvo de críticas

Durante a entrevista, Daciolo afirmou que a saúde pública enfrenta problemas relacionados à estrutura e aos pagamentos de profissionais.

Segundo o candidato, médicos estariam há meses sem receber e outros trabalhadores da rede estadual também enfrentariam atrasos.

“Como é que nós vamos começar a ter uma saúde de qualidade se o próprio governo está tratando de uma forma o servidor dessa forma?”, questionou.

Daciolo também defendeu a descentralização dos serviços de saúde para reduzir a necessidade de moradores do interior viajarem até Manaus para realizar exames e procedimentos.

Empréstimos e dívida do Estado

O candidato também criticou a política de empréstimos do governo. Durante a entrevista, questionou a destinação de novos recursos obtidos por meio de operações de crédito.

Ao comentar um empréstimo de R$ 1,4 bilhão mencionado na entrevista, Daciolo levantou a possibilidade de utilização política dos recursos, perguntando se o dinheiro chegaria à população ou seria usado em campanha.

A declaração foi feita como questionamento político durante a entrevista, sem apresentação de prova de que os recursos tenham essa finalidade.

Segurança e servidores públicos

Na segurança pública, Daciolo afirmou que policiais militares enfrentam problemas relacionados a efetivo, promoções e benefícios.

Ele citou o plano de carreira dos militares, auxílio-fardamento, auxílio-alimentação e data-base entre as questões que, segundo ele, precisam ser enfrentadas pelo próximo governo.

O candidato também afirmou que pretende criar uma estrutura de inteligência para fiscalizar secretários e integrantes do governo.

“Quem fizer qualquer coisa errada, antes que ele pensar, a Polícia Federal tá na casa dele porque nós vamos enviar”, afirmou.

Daciolo defende investimentos no interior

Entre as propostas apresentadas, o candidato defendeu a descentralização administrativa e o fortalecimento do setor primário.

Daciolo afirmou que o Amazonas precisa ampliar a produção local de alimentos e reduzir a dependência de produtos vindos de outros estados. Ele citou a piscicultura, a agricultura e o setor agroflorestal como áreas com potencial de crescimento.

O candidato também propôs ampliar os investimentos no setor primário e afirmou que a medida poderia gerar empregos e movimentar a economia dos municípios.

BR-319 volta ao centro do discurso

A integração do Amazonas com o restante do país também foi destacada por Daciolo. O candidato criticou a situação da BR-319 e defendeu investimentos em infraestrutura para melhorar a conexão entre o Estado e outras regiões.

Ele também citou a necessidade de ampliar a estrutura pública no interior, levando serviços de segurança, educação e saúde para municípios estratégicos.

Críticas aos adversários

Daciolo afirmou que Omar Aziz, Eduardo Braga, David Almeida, Wilson Lima e Roberto Cidade fazem parte de um mesmo grupo político responsável, na avaliação dele, por impedir o desenvolvimento do Amazonas.

Ao falar sobre Maria do Carmo, o candidato afirmou que a crítica não seria direcionada pessoalmente a ela, mas ao grupo político que, segundo ele, estaria por trás de sua candidatura.

O candidato também criticou a Cidade Universitária e afirmou que o projeto representa um exemplo de promessa que não foi concluída.

Candidato cobra espaço em debates

Durante a entrevista, Daciolo também reclamou da ausência de seu nome nos debates eleitorais. Ele afirmou que já teria ultrapassado 5% nas pesquisas que menciona e questionou por que não estaria sendo chamado para os confrontos entre candidatos.

“Por que que estão fechando a porta do Daciolo?”, questionou.

Ao longo da entrevista ao Cenário Político, Daciolo apresentou sua candidatura como uma alternativa aos grupos tradicionais da política amazonense e afirmou que pretende colocar a população no centro das decisões do governo.

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