Manaus, 18 de setembro de 2026
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Manaus, 18 de setembro de 2026

Cidades

Parintinense relata ‘terror’ durante tratamento no Hospital João Lúcio, em Manaus

Cidadã afirma ter enfrentado falta de leitos, materiais e profissionais durante tratamento do marido. Período de atendimento ocorre durante a gestão do governador Roberto Cidade.

Joana Darc Oliveira Ribeiro Novo relatou dificuldades durante o acompanhamento do marido na rede pública de saúde (Foto Joana Darc)

Manaus (AM) – A ativista social Joana Darc Oliveira Ribeiro Novo relatou, por meio de suas redes sociais, este mês, dificuldades enfrentadas durante o atendimento do marido, Joel de Paula Vieira, de 48 anos, diagnosticado com um tumor no encéfalo e internado em unidades da rede pública de saúde de Manaus.

Segundo o relato, entre 29 de agosto e 8 de setembro de 2026, ela acompanhou o marido durante o tratamento no Hospital e Pronto-Socorro João Lúcio Pereira Machado e na Fundação Centro de Controle de Oncologia do Estado do Amazonas (FCecon). Joana afirma ter presenciado problemas relacionados à estrutura, disponibilidade de leitos e atendimento de pacientes.

Situação dos leitos na rede pública de saúde de Manaus foi relatada por Joana Darc durante acompanhamento do marido (Foto: Joana Darc)

Relato aponta falta de estrutura no João Lúcio

No desabafo, ao qual ela nomeou como “nota”, Joana descreve a emergência do Hospital João Lúcio como superlotada e afirma que havia pacientes acomodados em macas improvisadas por falta de espaço. Ela também relata ter precisado sentar e deitar no chão, sobre caixas de papelão, durante o período em que acompanhava o marido. Segundo Joana, faltavam cadeiras para acompanhantes e até para profissionais de enfermagem.

A ativista afirma ainda que houve dificuldade para obter materiais básicos utilizados nos atendimentos, como luvas e gazes. Apesar das críticas, ela reconhece o esforço de parte dos profissionais de enfermagem para atender os pacientes.

Atendimento na FCecon

Na FCecon, Joana afirma ter encontrado atendimento atencioso na recepção do setor de internação, destacando a disposição das funcionárias para prestar informações e auxiliar os pacientes. Ela também elogia a atuação dos médicos cirurgiões que atenderam o marido, mas relata que o número de profissionais seria insuficiente diante da demanda.

Segundo a nota, a unidade também enfrenta dificuldades relacionadas à quantidade de profissionais de enfermagem, leitos de enfermaria, poltronas e vagas de UTI.

https://www.facebook.com/story.php?story_fbid=28893560760251991&id=100000743546857&rdid=50U0q8ecEOZGYdb6#

Demanda por atendimento oncológico

Outro ponto destacado por Joana é a demanda no ambulatório da FCecon. Ela relata ter presenciado uma grande concentração de pacientes à espera de atendimento com especialistas em oncologia. De acordo com o relato, havia pessoas de diferentes faixas etárias em busca de atendimento para diversos tipos de câncer. Para Joana, a quantidade de médicos disponíveis não seria suficiente para atender à demanda da unidade.

Leitos e atendimento durante o tratamento do marido de Joana Darc em Manaus (Foto: Joana Darc)

Apelo aos próximos governantes

Ao concluir a nota, Joana afirma ter sentido tristeza e indignação diante das dificuldades vivenciadas durante o período de internação do marido. Ela cita o artigo 196 da Constituição Federal, que estabelece a saúde como direito de todos e dever do Estado, e faz um apelo aos futuros parlamentares e governantes do Amazonas.

A ativista pede que os representantes eleitos priorizem a fiscalização dos serviços públicos e o investimento em políticas de saúde voltadas à população que depende da rede pública.

Os relatos apresentados na nota refletem a experiência pessoal de Joana durante o acompanhamento do marido. Eventuais dados sobre déficit de profissionais, leitos, materiais e capacidade de atendimento devem ser confirmados junto às unidades e à Secretaria de Estado de Saúde do Amazonas (SES-AM).

O Portal AM1 procurou a SES-AM, e questionou o órgão sobre o relato de Joana. A unidade ainda não respondeu se já tinha conhecimento do caso e quais medidas adotou ou adotará para evitar que episódios como o do casal ocorram em unidades de saúde do Amazonas.

(*) Estagiário supervisionado pelo jornalista e editor-chefe Isac Sharlon.

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