Manaus, 18 de setembro de 2026
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Cidades

STJ mantém condenação de Flordelis a 50 anos de prisão

Sexta Turma rejeitou recursos da defesa e confirmou condenação pela morte do pastor Anderson do Carmo.

Flordelis, ex-deputada federal. (Foto: Fernando Frazão/Agência Brasil)

Brasília (AM)- A Sexta Turma do Superior Tribunal de Justiça (STJ) manteve, por unanimidade, a condenação da ex-deputada federal Flordelis dos Santos de Souza a 50 anos de prisão pela morte do pastor Anderson do Carmo de Souza, seu então marido. O crime ocorreu em 2019, em Niterói, no Rio de Janeiro.

A decisão foi tomada nesta semana e confirmou a condenação imposta pelo Tribunal do Júri em 2022. Flordelis foi condenada pelos crimes de homicídio triplamente qualificado consumado, homicídio duplamente qualificado tentado, associação criminosa armada e uso de documento falso.

Defesa alegou nulidades no processo

A defesa recorreu ao STJ após o Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro (TJRJ) manter a condenação. Entre os argumentos apresentados estavam a ausência de alegações finais na primeira fase do procedimento do júri e questionamentos sobre a fundamentação das qualificadoras do crime.

A relatora do processo, desembargadora convocada Nilsoni de Freitas, entendeu que não houve demonstração de prejuízo concreto à defesa. Segundo o entendimento adotado no julgamento, as nulidades apontadas não seriam suficientes, por si só, para anular o processo.

Condenação foi mantida

Segundo a acusação apresentada pelo Ministério Público e considerada no processo, Flordelis teria participado do planejamento da morte de Anderson do Carmo. A motivação apontada pela acusação estava relacionada ao controle das finanças da família e a conflitos internos.

Anderson foi morto a tiros na residência da família, em Niterói, em junho de 2019. A condenação de Flordelis pelo Tribunal do Júri ocorreu três anos depois.

Outros três réus terão novo júri

Na mesma decisão, o STJ manteve o entendimento do TJRJ que anulou a absolvição de Rayane dos Santos Oliveira, neta biológica de Flordelis, e dos filhos adotivos Marzy Teixeira da Silva e André Luiz de Oliveira.

Os três deverão ser submetidos a um novo julgamento pelo Tribunal do Júri. O TJRJ havia considerado que a decisão de absolvição contrariava as provas.

(*) Com informações da Agência Brasil.

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