Manaus, 19 de setembro de 2026
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Manaus, 19 de setembro de 2026

Política

Promessas no bolso: candidatos à Presidência divergem sobre mínimo e aposentadoria

Eleição coloca em disputa desde aumento real do piso até mudanças nas regras da Previdência.

(Foto: Divulgação /gavergani/freepik.com)

Manaus (AM) – Salário mínimo maior de um lado, novas regras para aposentadorias do outro. Os candidatos à Presidência apresentam propostas que mexem diretamente no bolso dos brasileiros, enquanto o próximo governo terá pela frente uma conta previdenciária projetada em R$ 1,218 trilhão em 2027.

O contraste está no caminho escolhido por cada candidatura. Há propostas de aumento expressivo do salário mínimo e revogação da Reforma da Previdência, enquanto outros candidatos defendem controle de despesas, mudanças na idade de aposentadoria ou alterações na forma de reajuste dos benefícios.

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), candidato à reeleição, defende manter a política de valorização do salário mínimo, com reajustes acima da inflação. Na Previdência, o plano prevê ampliar a inclusão previdenciária, inclusive para trabalhadores de aplicativos, e diversificar as fontes de financiamento.

Flávio Bolsonaro (PL) direciona suas propostas para o combate a fraudes e a digitalização do INSS. Ao ser questionado sobre a vinculação das aposentadorias ao salário mínimo, afirmou que não pretende promover economia sobre aposentados, mas não detalhou se manteria o atual modelo.

Ronaldo Caiado (PSD) afirma que pretende preservar a regra de reajuste do salário mínimo que considera inflação e crescimento econômico. A proposta aparece ao mesmo tempo em que o candidato defende medidas de ajuste fiscal.

Renan Santos (Missão) propõe retirar a vinculação de benefícios previdenciários e assistenciais ao salário mínimo. Pela proposta, os pagamentos seriam corrigidos pela inflação medida pelo IPCA. O candidato também defende uma nova reforma da Previdência.

Romeu Zema (Novo) também coloca uma nova reforma previdenciária entre suas propostas. O plano prevê um mecanismo de ajuste da idade mínima para aposentadoria de acordo com a expectativa de vida e a sustentabilidade do sistema. Para o salário mínimo, Zema promete reposição inflacionária, sem compromisso declarado de aumento real.

Na direção oposta, Samara Martins (UP) e Hertz Dias (PSTU) defendem dobrar o salário mínimo e revogar a Reforma da Previdência aprovada em 2019.

Edmilson Costa (PCB) propõe elevar gradualmente o piso nacional até alcançar, em quatro anos, o salário mínimo calculado pelo Dieese como necessário para atender às despesas básicas de uma família.

Já Rui Costa Pimenta (PCO) defende salário mínimo de pelo menos R$ 7,5 mil, além de aposentadoria integral após 25 anos de trabalho para mulheres e 30 anos para homens.

Os planos de Augusto Cury (Avante), Clariana Barão (DC) e Leonardo Avalanche (PRTB) não apresentam propostas específicas para reajuste do salário mínimo e dos benefícios previdenciários. Cury, porém, declarou em entrevista que pretende garantir inflação mais 1% ao ano para o piso nacional.

A disputa eleitoral coloca, portanto, propostas de impacto direto sobre milhões de trabalhadores e aposentados diante de uma conta que seguirá pressionando o Orçamento. Prometer renda maior é a parte eleitoralmente atraente; definir de onde sairão os recursos e como ficará a Previdência é o ponto que os planos terão de sustentar.

 

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